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Casa destruída após deslizamento em Teresópolis. O governador do Rio de Janeiro,
Sérgio Cabral, responsabilizou a "permissividade" na ocupação de áreas
irregulares pela tragédia que já matou mais de 350 pessoas na região serrana do
Estado. 13/12/2011
REUTERS/Bruno Domingos
RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governador
do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, responsabilizou nesta quinta-feira a
"permissividade" na ocupação de áreas irregulares pela tragédia que já matou
mais de 350 pessoas na região serrana do Estado, vítimas de deslizamentos
decorrentes da chuva que começou na terça-feira.
"Há um conceito de décadas de permissividade de ocupação de encostas, se
houvesse um padrão rígido de ocupação, teríamos vítimas sim, porque o volume
de chuva foi acima do normal, mas não podemos chegar a quase 500 mortos",
disse o governador em entrevista à rádio CBN.
Cabral afirmou ainda que "o solo urbano é responsabilidade da
municipalidade", segundo determinação da Constituição de 1988. O governador
sobrevoará a área afetada pelas chuvas nesta quinta-feira, acompanhado da
presidente Dilma Rousseff.
O número de mortos pelas chuvas na região serrana chegou a 356, segundo
balanço da manhã desta quinta-feira. A cidade mais afetada é Nova Friburgo,
com 168 mortos, seguida por Teresópolis, com 152, e Petrópolis, com 36.
Autoridades estimam que o número de vítimas deve aumentar nas próximas
horas, pois as equipes da Defesa Civil ainda não conseguiram acessar algumas
regiões afetadas, especialmente em Teresópolis, uma vez que os deslizamentos
de terra bloquearam acessos.
"A situação está brava e muito difícil. O número de vítimas pode aumentar
ainda mais ", disse à Reuters o vice-governador do Estado, Luiz Fernando
Pezão, que está em Nova Friburgo.
A chuva voltou a cair sobre Teresópolis nesta quinta-feira, e um hospital de
campanha foi montado na cidade para atender as vítimas.
Em Nova Friburgo, vários bairros estão sem água e luz e os telefones
praticamente não funcionam. O comércio na cidade estava fechado na manhã
desta quinta, e a população se mobilizava para tirar terra e lama das casas,
lojas, ruas e avenidas.
(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)