Chuvas arrasam região serrana do Rio e deixam mais de 60 mortos
"São 48 mortos, e esse número vai crescer
porque as equipes ainda estão chegando aos locais mais atingidos", disse o
prefeito à TV Globo. "É um estado de calamidade, é a maior catástrofe da
história do município."
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Da Rede Almeidense | Com agências

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - Cidades da
região serrana fluminense foram castigadas por fortes chuvas que caíram
entre a noite terça e na quarta-feira, provocando deslizamentos e
transformando ruas em rios de lama e entulho. Apenas em Teresópolis, 54
pessoas morreram vítimas da tragédia, segundo o prefeito.
Os municípios de Petrópolis e Nova Friburgo também sofreram graves
consequência das fortes chuvas, com seis e sete mortes já confirmadas,
respectivamente, de acordo com a Defesa Civil.
Imagens de TV mostraram ruas tomadas pela água e várias casas totalmente
soterradas pela lama que desmoronou de encostas em Teresópolis. Segundo o
prefeito Jorge Mário, cerca de 50 pessoas ainda estão desaparecidas.
"São 48 mortos, e esse número vai crescer porque as equipes ainda estão
chegando aos locais mais atingidos", disse o prefeito à TV Globo. "É um
estado de calamidade, é a maior catástrofe da história do município."
O governador Sérgio Cabral solicitou à Marinha que aeronaves fossem
disponibilizadas para serem usadas no deslocamento das tropas e equipamentos
para a região, uma vez que a principal estrada de acesso a Teresópolis foi
interrompida por diversas quedas de barreiras.
A forte chuva começou na noite de terça-feira e, de acordo com os bombeiros,
choveu nas últimas horas na região serrana o equivalente ao previsto para um
mês inteiro.
BOMBEIROS SOTERRADOS
Em Nova Friburgo, um prédio de três andares desabou e matou uma criança, um
idoso e um bebê. Uma equipe do Corpo de Bombeiros também foi soterrada
quando tentava realizar um salvamento.
"Infelizmente temos três bombeiros entre as vítima. Choveu muito forte e a
situação está intensa", disse o comandante geral do Corpo de Bombeiros,
Pedro Machado. Há ainda um quarto bombeiro desaparecido.
Muitas pessoas estão ilhadas nas cidades devido ao alto nível das águas que
cobriram ruas e avenidas. Vários bairros estão sem luz e telefone.
"A situação aqui em Friburgo é caótica. As pessoas estão sem poder se
locomover. Está terrível, o Rio Bengala transbordou e várias pontes
desabaram", disse um bombeiro da cidade à Reuters.
O vice-governador, Luiz Fernando Pezão, foi à região serrana para prestar
apoio e solidariedade aos moradores. Ele sobrevoou as cidades para
acompanhar de perto os estragos provocados pela chuva.
"O quadro é triste e desesperador", avaliou o vice-governador.
De acordo com o senador eleito Lindberg Farias (PT-RJ), o ministro da
Integração Nacional, Fernando Bezerra, vai visitar a região serrana ainda
nesta quarta-feira para avaliar os danos e oferecer o apoio que for
necessário por parte do governo federal.
As mortes no Rio acontecem um dia depois das fortes chuvas que deixaram pelo
menos 13 mortos no Estado de São Paulo.
As chuvas no Sudeste já prejudicam a região desde meados de outubro do ano
passado, com alto índice de mortos e feridos, principalmente em dezembro.
Minas Gerais registrou 16 mortes em decorrência das chuvas desde novembro,
enquanto o Espírito Santo divulgou cinco mortes, segundo as Defesas Civis
Estaduais.
(Por Rodrigo Viga Gaier e Pedro Fonseca, com reportagem de Yukari Sekine)
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