Chuvas no RJ matam 650; Cabral vê "avalanche tropical"
Várias pessoas ainda estão desaparecidas
e as equipes de resgate, formadas por membros do Corpo de Bombeiros, das
Forças Armadas e da Defesa Civil, ainda tentam tirar vítimas dos escombros.
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Da Rede Almeidense | Com agências

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Por Rodrigo Viga Gaier
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Deslizamento de terra em Conquista, no Rio de Janeiro. Os mortos pelas chuvas
que devastaram a região serrana do Rio de Janeiro na semana passada já chegam a
633, segundo informações da Defesa Civil estadual em balanço divulgado na noite
de domingo. 17/01/2011
REUTERS/Bruno Domingos
RIO DE JANEIRO (Reuters) - As chuvas que
provocaram uma das maiores tragédias da história do Brasil na semana passada
já deixaram 642 mortos na região serrana do Rio de Janeiro, segundo
informações da Defesa Civil estadual nesta segunda-feira, quando o
governador do Estado, Sérgio Cabral, classificou o desastre de "avalanche
tropical".
Deslizamentos de terra e soterramentos provocados pelas fortes chuvas que
caíram sobre a região serrana entre terça e quarta-feira da semana passada
já mataram pelo menos 296 pessoas em Nova Friburgo, 269 em Teresópolis; 56
em Petrópolis, 19 em Sumidouro e 2 em São José do Vale do Rio Preto.
Várias pessoas ainda estão desaparecidas e as equipes de resgate, formadas
por membros do Corpo de Bombeiros, das Forças Armadas e da Defesa Civil,
ainda tentam tirar vítimas dos escombros.
Pelo menos 10 estradas estão total ou parcialmente interditadas e existem
algumas áreas onde as equipes de salvamento ainda não conseguiram chegar. As
chuvas também deixaram milhares de desabrigados e desalojados e algumas
áreas estão sem água, luz e telefone.
Cabral anunciou nesta segunda a liberação de 30 milhões de reais para as
áreas afetadas e pediu ao governo federal mudanças no programa Minha Casa,
Minha Vida para priorizar moradores de áreas de risco.
"Recursos não são problema. Neste momento temos duas tarefas fundamentais:
resgatar os corpos e dar dignidade aos vivos", disse ele a jornalistas.
"Ainda há corpos soterrados e pessoas desaparecidas. Não será um trabalho
fácil nem rápido, mas vamos enfrentar."
Estimativas das prefeituras locais apontam que a reconstrução vai custar
cerca de 2 bilhões de reais e levará ao menos dois anos.
Cabral pediu, ao lado do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que as
novas unidades do Minha Casa, Minha Vida no Estado tenham como destino
prioritário às famílias que moram em áreas de risco, como algumas que
morreram no temporal na região serrana.
"O prefeito Eduardo Paes e eu pedimos que o programa Minha Casa, Minha Vida
nas cidades afetadas tenha uma vinculação direta com as moradias em áreas de
risco", disse Cabral.
"Hoje, 50 por cento do cadastro é feito pelo município, e 50 por cento dos
beneficiados vêm através de sorteio. Ele (Paes) sugeriu que nas áreas de
risco sejam 100 por cento", acrescentou o governador, após reunião com Paes
e com o vice-presidente da República, Michel Temer --os três são filiados ao
PMDB.
Há possibilidade de mais chuva na região serrana do Rio nesta segunda-feira,
especialmente em Teresópolis. Nos próximos dias, de acordo com previsão do
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), é alta a probabilidade de
chover em Nova Friburgo e Teresópolis, as duas cidades mais afetadas pela
tragédia.
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