Mortos pelas chuvas na região serrana do RJ já são 685
Nesta terça-feira, por determinação da
presidente Dilma Rousseff, os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e
Nelson Jobim (Defesa) sobrevoarão as áreas afetadas por soterramentos e
deslizamentos de terra, que deixaram mais de 20 mil pessoas desalojadas e
desabrigadas.
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Da Rede Almeidense | Com agências

Reuters
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Deslizamento de terra em Conquista, no Rio de Janeiro. Os mortos pelas chuvas
que devastaram a região serrana do Rio de Janeiro na semana passada já chegam a
633, segundo informações da Defesa Civil estadual em balanço divulgado na noite
de domingo. 17/01/2011
REUTERS/Bruno Domingos
RIO DE JANEIRO (Reuters) - Quase uma
semana depois de fortes chuvas devastarem a região serrana do Rio de
Janeiro, o número de mortes confirmadas pela tragédia chegava à 672, número
que pode subir diante de quase 200 pessoas desaparecidas apenas em
Teresópolis, uma das cidades mais atingidas.
Nesta terça-feira, por determinação da presidente Dilma Rousseff, os
ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Nelson Jobim (Defesa) sobrevoarão
as áreas afetadas por soterramentos e deslizamentos de terra, que deixaram
mais de 20 mil pessoas desalojadas e desabrigadas.
Helicópteros, hospitais de campanha e tropas das Forças Armadas ajudam nos
trabalhos de resgate e apoio a vítimas ao lado das equipes do Corpo de
Bombeiros e da Defesa Civil. A Força Nacional de Segurança Pública também
enviou bombeiros, peritos e policiais militares para a área.
Nova Friburgo era a cidade com maior número de mortos, 318, seguida por
Teresópolis, com 274, Petrópolis, com 58, Sumidouro com 20, e São José do
Vale do Rio Preto com 2, segundo dados das autoridades locais.
Não havia uma estimativa total de desaparecidos, mas autoridades de
Teresópolis contavam pelo menos 177 pessoas ainda não encontradas após a
tragédia na cidade.
Na segunda-feira, o governo federal anunciou que criará um sistema de alerta
de desastres que deve começar a funcionar em quatro anos.
De acordo com dados do governo, existem 500 áreas suscetíveis a
deslizamentos no país e outras 300 com risco de enchentes. Segundo o
governo, 5 milhões de pessoas vivem nessas regiões.
(Por Rodrigo Viga Gaier)
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