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Friday, 18/02/11 14:41:53 atualizada em Friday, 18/02/11 14:41:53

Tragédia das chuvas deixa mais de 370 mortos no RJ

O Ministério da Justiça anunciou que enviará 210 homens da Força Nacional de Segurança Pública para a região afetada, entre policiais militares, bombeiros e peritos que ajudarão na identificação dos corpos.

 

Da Rede Almeidense | Com agências


 

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Carros destruídos pelas chuvas numa rua devastada em Teresópolis. 13/01/2011

REUTERS/Bruno Domingos
 

 

 

 

TERESÓPOLIS/RIO DE JANEIRO (Reuters) - O número de mortos pelas chuvas que devastaram a região serrana do Rio de Janeiro subiu para 378, e autoridades acreditam que possa ser ainda maior, pois equipes de resgate não conseguiam chegar nesta quinta-feira a áreas afetadas após deslizamentos de terra bloquearem acessos.

A cidade mais afetada pela chuva até o momento foi Nova Friburgo, com 168 mortes, seguida por Teresópolis com 161 e Petrópolis com 36, de acordo com informações de autoridades locais. A prefeitura de Sumidouro informou que ao menos 13 pessoas também morreram no município. O número de desabrigados e desalojados passa de 13.500 na região.

Uma autoridade municipal de Teresópolis, que pediu anonimato, informou que um bairro inteiro da cidade foi soterrado pelo deslizamento de lama e pedras de uma encosta em consequência das fortes chuvas, que começaram na noite de terça-feira.

Algumas pessoas que conseguiram se refugiar num campo de futebol foram resgatadas nesta quinta-feira por helicóptero, mas a prefeitura acredita que cerca de 150 casas no bairro de Campo Grande ficaram debaixo de terra.

"Pelo número de casas que havia lá, a estimativa de pessoas desaparecidas é grande. Podem ser até 300 pessoas. Agora não há nem condições de mexer lá, deve ter 3 metros de terra. Primeiro precisamos resgatar as pessoas que estão vivas", disse à Reuters a funcionária da prefeitura.

A cena de devastação era constatada em todos os pontos da cidade. Um trecho da avenida principal, em frente à delegacia, foi fechado e dezenas de corpos estavam estendidos pela calçada aguardando identificação.

"Os corpos estavam lá, porque no necrotério não havia mais espaço", contou por telefone à Reuters o morador e motorista de táxi Vinícius Bittencourt. Segundo ele, uma igreja passou a ser usada para abrigar os mortos.

Uma testemunha da Reuters viu quatro corpos em um condomínio de casas de luxo destruído no bairro da Posse, próximo a Campo Grande e também um dos mais atingidos.

Sem ter para onde ir, muitos sobreviventes foram abrigados no principal ginásio esportivo da cidade. "Houve um estrondo e a metade do meu barraco caiu. Tentei ir pra casa do vizinho, aí deu um estrondo no morro, eu fiquei apavorado, e quando vi a barreira me pegou e me jogou a 15 metros de distância, e ainda caiu uma árvore em cima de mim", disse à Reuters TV o aposentado Dejair Rosa da Rocha, de 76 anos.

Além das dificuldades de acesso, as chuvas também afetaram as linhas telefônicas e a rede de energia elétrica em toda a região. Nesta quinta, o tempo seguia instável, ainda com chuvas.

O vice-governador do Estado, Luiz Fernando Pezão, que estava em Nova Friburgo, reconheceu a gravidade da situação e disse que o número de mortos pode aumentar, pois há muitos desaparecidos ainda.

"A situação está brava e muito difícil. O número de vítimas pode aumentar ainda mais ", disse à Reuters o vice-governador do Estado, Luiz Fernando Pezão, que está em Nova Friburgo.

A presidente Dilma Rousseff foi à região serrana do Rio de Janeiro nesta quinta-feira, na companhia do governador do Estado, Sérgio Cabral, e de ministros.

Na quarta-feira Dilma assinou medida provisória liberando 780 milhões de reais para a reconstrução das cidades atingidas. Além disso, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, anunciou nesta quinta que será autorizado o saque de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) pelos afetados.
(Reportagem de Sérgio Queiroz da Reuters TV em Teresópolis; Rodrigo Viga Gaier e Pedro Fonseca no Rio de Janeiro; Eduardo Simões em São Paulo)
Continuação


 

 

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