Haverá
um
programa
com
74
curtas
dos
irmãos
Lumiére
As
artes
plásticas
do
início
do
século
XX
ainda
são
reverenciadas
em
exposições,
mostras
especiais
ou
nas
coleções
permanentes
de
museus.
Com
o
cinema
deveria
acontecer
o
mesmo.
Com
esse
intuito
ocorre
a
existência
da
terceira
edição
da
Jornada
do
Cinema
Silencioso,
que
acontece
em
São
Paulo
entre
os
dias
7 e
16
de
agosto.
"Os
filmes
mudos
têm
a
maior
importância
e
devem
ter
um
maior
alcance
para
o
público",
diz
Carlos
Roberto
de
Souza,
curador
da
mostra.
Segundo
ele,
essas
preciosidades
da
sétima
arte
acabavam
restritas
a um
grupo
de
especialistas,
o
que
não
acontece
com
os
quadros
e
estátuas,
acessíveis
a
todos
nos
museus.
Como
não
existe
fala,
a
expressão
corporal
dos
atores
e a
música
é
que
dão
dramaticidade
à
trama.
É um
desafio
para
quem
está
acostumado
a
longas
cheios
de
ação
e
efeitos
especiais.
Um
desafio
encantador.
Saiba
mais
»Kurt
Cobain
para
fãs
»"À
Deriva"
apresenta
a
complexidade
que
envolve
as
relações
humanas
»"Sofri
a
ponto
de
querer
abandonar
o
cinema"
Estão
no
programa
77
filmes
da
primeira
metade
do
século
XX,
alguns
totalmente
mudos,
outros
com
música,
e
uma
mostra
de
77
curtas
dos
irmãos
Lumière.
O
pai
de
Auguste
e
Louis
Lumière
era
dono
de
uma
loja
de
fotografia
em
Lyon,
que
se
expandiria
numa
fábrica.
Eles
inventaram
o
cinematógrafo
em
1895,
sendo
que
a
primeira
apresentação
pública
de
imagens
em
movimento
numa
tela
grande
se
deu
no
dia
22
de
março
daquele
ano.
O
tema
escolhido
foi
a
saída
de
operários
da
própria
fábrica
da
Lumière.
Era
o
início
do
cinema.
Cena
de Estudos
sobre
Paris,
que
terá
acompanhamento
da
Osesp

Entre
os
destaques
do
programa
está Estudos
sobre
Paris (Études
sur
Paris),
uma
coletânea
de
imagens
da
cidade
luz
dirigida
por
André
Sauvage.
Segundo
o
curador
do
festival,
"Sauvage
era
um
completo
desconhecido.
Largou
o
cinema
na
dácada
de
30 e
só
foi
redescoberto
agora,
no
século
XXI".
Trata-se
de
um
documentário
poético
de
1928,
que
será
acompanhado
de
música
composta
por
José
Antonio
Almeida
Prado
e
executada
pela
Orquestra
Sinfônica
do
Estado
de
São
Paulo
(Osesp)
na
Sala
São
Paulo.
Outra
atração
são
as
imagens
de
curta
duração
sob
a
direção
de
Alice
Guy,
a
primeira
diretora
de
cinema
do
mundo.
As
filmagens
foram
feitas
entre
1899
e
1900
em
Paris
e,
agrupadas,
ganharam
o
nome
de
"Imagens
francesas
de
Sieurin".
Há
desde
cenas
cotidianas
da
cidade,
com
planos
longos
e
circulares,
a
imagens
de
minas
de
carvão
e
cenas
cômicas,
estas
produzidas.
A
seleção,
que
dura
apenas
19
minutos,
se
encerra
com
a
Dança
Serpentina
(Danse
serpentine),
de
uma
bailarina
que
não
mexe
os
pés,
mas
conta
com
figurino
fantástico
e
faz
movimentos
que
lembram
o
voo
de
um
pássaro,
ou o
ziguezaguear
de
uma
serpente.
Dança
Serpentina,
de
Alice
Guy –
a
primeira
diretora
de
cinema
do
mundo

Dos
filmes
engajados,
não
deixe
de
assistir De
volta
à
terra
de
Deus (Back
to
God’s
country).
"É
um
dos
melhores
da
jornada",
diz
Carlos
Roberto
Souza.
Dirigido
por
David
Hartford
e
Nell
Shipman
(não
ceditada
e
que
merece
maior
atenção
no
mundo
cinematográfico),
o
longa
canadense
revela
uma
preocupação
ambiental
jamais
pensada
para1919,
quando
foi
feito.
Na
jornada
também
há
espaço
para
filmes
brasileiros.
Um
que
merece
atenção
é O
Rio
de
Dúvida (The
River
of
Doubt),
documentário
feito
quando
da
passagem
de
Franklin
Roosevelt
pelo
Brasil,
mas
que
nunca
passou
nos
cinemas
brasileiros.
"O
filme
foi
rodado
em
1913,
numa
expedição
pelo
Mato
Grosso
e
Pará,
acompanhada
por
Marechal
Rondon",
afirma
Souza.
O
filme,
de
29
minutos,
foi
preservado
na
Biblioteca
Nacional
dos
Estados
Unidos,
por
isso
ainda
é
inédito
aqui.
Não
deixe
de
ver:
O
Rio
da
Dúvida
/
The
River
of
Doubt (EUA,
1928,
35mm,
preto
e
branco,
29min)
Dir.:
Luiz
Thomaz
Reis,
Anthony
Fiala,
George
Miller
Dyott
74
filmes
dos
irmãos
Lumière
França,
35mm,
preto
e
branco,
58min
Estudos
sobre
Paris
/
Études
sur
Paris (França,
1928,
35mm,
preto
e
branco,
76min)
Produção,
direção
e
montagem:
André
Sauvage,
na
Sala
São
Paulo,
com
o
acompanhamento
da
Osesp
O
homem
do
mar
O
homem
do
mar
/
L'homme
du
large (França,
1920,
35mm,
tingido,
84min)
Dir.
e
roteiro:
Marcel
L’Herbier,
baseado
em
argumento
de
Honoré
de
BalzacA
Salambô
/
Salammbo (França/Áustria,
1925,
35mm,
tingido,
113min)
Dir.:
Pierre
Marodon;
roteiro
baseado
na
obra
de
Gustave
Flaubert
Maldone (França,
1928,
35mm,
preto
e
branco,
83min)
Dir.:
Jean
Grémillon
Imagens
francesas
de
Sieurin
/
Seurins
Franska
Bilder
(França,
35mm,
preto
e
branco,
19min)
Gaumont;
Dir.:
Alice
Guy
Maldita
seja
a
guerra!

Maldita
seja
a
guerra!
/
Maudite
soit
la
guerre! (Bélgica,
1914,
35mm,
viragem
e
tingimento,
45min)
Dir.:
Alfred
Machin
De
volta
à
terra
de
Deus
/
Back
to
God’s
country (Canadá,
1919,
35mm,
preto
e
branco,
74min)
Dir.:
David
Hartford
e
Nell
Shipman
(não
creditada)
Filhinha
querida
/
The
Patsy (EUA,
1928,
35mm,
preto
e
branco,
81min)
Dir.:
King
Vidor
Todos
os
filmes
serão
exibidos
com
acompanhamento
musical
ou
sonoro,
na
sala
Cinemateca
BNDES,
e
projeção
silenciosa,
na
sala
Cinemateca
Petrobras.
Nos
dias
13,
14,
15 e
16
de
agosto
haverá
exibições
especiais
na
Sala
São
Paulo.
Na
Cinemateca,
a
entrada
é
gratuita.
Na
Sala
São
Paulo,
custa
de
R$
30 a
R$
104.
Confira
a
programação
completa
emwww.cinemateca.com.br.