
Bradley Cooper na estreia de "Se Beber, Não Case - Parte 2", em Hollywood.
19/05/2011
REUTERS/Mario Anzuoni
LOS ANGELES (Reuters) - Esqueça aquele
ditado segundo o qual comédias não são respeitadas.
O diretor Todd Phillips demoliu esse mito em 2009 com seu blockbuster
malicioso "Se Beber, Não Case", que arrecadou espantosos 468 milhões de
dólares, tornando-se a comédia de classificação R (menores de 17 anos só
podiam vê-la acompanhados de um responsável) de maior sucesso de todos os
tempos.
Agora o diretor está de volta com "Se Beber, Não Case Parte! Parte 2", que
estreia nos cinemas dos Estados Unidos e boa parte da Europa na
quinta-feira.
Mais uma vez o filme é estrelado por Bradley Cooper, Ed Helms e Zach
Galifianikis (além de uma macaca que vende drogas e rouba a cena). Desta
vez, porém, é o dentista Stu (Helms) quem vai se casar, em Bangcoc. É claro
que o que vem a seguir é muita confusão e comportamento impróprio.
É sabidamente difícil fazer sequências cômicas que deem certo. Então como
Todd Phillips abordou o projeto?
"Eu sabia que a expectativa era grande, mas gostei da ideia de encarar um
desafio", disse ele. "Eu tinha esse elenco ótimo que topava tudo o que
poderia propor, então por que não tentar?"
As esperanças comerciais são grandes, também. Apesar de resenhas nem todas
positivas, algumas projeções são de que o filme da Warner Bros. arrecade
mais de 100 milhões de dólares apenas em seu fim de semana de estreia na
América do Norte.
A fórmula é mais ou menos a mesma: depois de outro blecaute e algumas
revelações assustadoras (que incluem um dedo decepado, uma cabeça raspada e
prostitutas hermafroditas), os amigos tentam recordar-se do que, exatamente,
aconteceu na noite anterior.
Mas o local da ação mudou de Las Vegas para as ruelas quentes e sensuais do
centro de Bangcoc.
As primeiras resenhas dizem que a sequência é uma cópia quase exata do
original. A Variety disse que o novo filme é "pouco mais que uma cópia
pálida do primeiro", mas o Hollywood Reporter opinou que "o que acontece em
Bangcoc não é tão divertido quanto foi quando aconteceu em Vegas - mas vale
a pena fazer a viagem, mesmo assim".
Boa parte da trama gira em torno de uma macaca fumante inveterada,
representada por Crystal, veterana do cinema que já atuou em "Indiana Jones
e o Reino da Caveira de Cristal" e a franquia "Uma Noite no Museu".
A macaca roubou a cena.
"Eu aconselharia nunca trabalhar com crianças ou animais, com a exceção de
Crystal, porque ela é uma profissional séria. Ela acerta o tom e decora suas
falas", disse Helms.
O único problema da macaca "é que ela é viciada em cigarros, e a gente
espera que ela se livre dessa dependência", brincou Cooper.