
Katie Holmes na estreia de "Criaturas da
Noite" no Festival de Cinema de Los
Angeles, na Califórnia, em junho.
26/06/2011
REUTERS/Gus Ruelas
LOS ANGELES (Reuters) - Depois de "Hellboy" e "Blade, o Caçador de
Vampiros", chega aos cinemas nesta semana uma nova parceria da atriz
norte-americana Katie Holmes com o cineasta mexicano Guillermo del Toro.
"Criaturas da Noite" conta também com as participações de Guy Pearce e
Bailee Madison, além de um exército de criaturinhas malvadas que invadem uma
casa velha e aterrorizam seus ocupantes.
Holmes e Del Toro recentemente conversaram com a Reuters.
Pergunta: Katie, você é fã de terror?
Holmes: Sim, gosto de filmes de terror clássicos. Mas não sou uma grande fã
desse tipo de filme de terror mais violento e sangrento.
Pergunta: Então suponho que, se este fosse mais cheio de violência, você
ficaria um pouco menos interessada.
Holmes: Correto, e não acho que o nome de Guillermo estaria lá.
Del Toro: Não. Nos filmes que eu tentei produzir, escrever e dirigir, me
orgulho muito de dizer que nunca criei uma vítima feminina, uma rainha do
grito ou um papel desse tipo. Sempre tento criar personagens femininos muito
fortes, em muitos casos mais fortes que os caras. Certamente em "Criaturas
da Noite".
Pergunta: Qual é o segredo de um filme de terror realmente eficaz?
Del Toro: Acho que os personagens, bons personagens. Os sustos evidentemente
são necessários, mas (o importante) são os personagens humanos.
Holmes: Concordo. É preciso se identificar com as pessoas e se identificar
com o mundo... E aí, de repente, como espectador, você é aquela gente
passando por isso -- e o que eu faria?
Pergunta: Então, o que lhe dá medo?
Holmes: Gente que gosta de abalar sua confiança, porque há muito mais coisas
que (essas pessoas) estão fazendo. Se fazem isso na sua cara, eles estão
fazendo mais. Então isso me assusta mais do que, digamos, monstros.
Del Toro (risos): Políticos -- muito. Eles são perturbados demais,
especialmente hoje em dia. E a pequeneza humana. Ah, meu Deus, isso é
assustador. É horrorizante. Já vi um óvni, e ouvi fantasmas duas vezes --
uma vez na Nova Zelândia e outra no México --, mas essas não são as coisas
mais assustadoras. As coisas assustadoras são as coisas reais, do cotidiano.
Pergunta: No filme, você precisa proteger sua filha. Ter uma filha na vida
real (com Tom Cruise) afeta sua abordagem para um papel como esse?
Holmes: Acho que, sendo mãe, quando li o personagem e vi a jornada que ela
empreende e como a vemos se sacrificar pela filha -- acho que não entendi
isso até virar mãe. O quanto você ama aquela pessoa. Você faz qualquer coisa
por essa pessoa, e tem uma força que não sabia que tinha, e é isso que eu
gosto no meu personagem.