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Friday, 11/02/11 13:09:51 atualizada em Friday, 11/02/11 13:09:51

Europa alerta Egito para não apressar eleições após Mubarak

Mubarak, que se comprometeu a deixar o poder em setembro, disse na quinta-feira acreditar que o caos tomaria conta do Egito se ele atendesse ao pedido dos manifestantes por sua renúncia imediata.

 

Da Rede Almeidense | Com agências

Por Stephen Brown e William MacLean

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MUNIQUE (Reuters) - A Alemanha e a Grã-Bretanha pediram ao Egito no sábado para fazer uma transição de líderes rapidamente, mas sem precipitar a realização de eleições, afirmando que as tradições de tolerância e justiça devem ser edificadas primeiro para que a democracia funcione.

A chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, reiteraram as exigências por uma "transição" rápida - uma expressão que se tornou o código diplomático para a renúncia do presidente Hosni Mubarak, após 30 anos de governo com o apoio dos militares.

Os líderes alertaram, no entanto, que é necessário cautela. "Eu não acredito que vamos resolver os problemas do mundo apertando um botão e realizando uma eleição... O Egito é um exemplo clássico ", Cameron disse em uma conferência sobre segurança em Munique.

"Eu acho que uma eleição muito rapidamente no início de um processo de democratização seria errado", disse Merkel na mesma reunião, citando suas próprias experiências como ativista da Alemanha Oriental pró-democracia na época do colapso do Muro de Berlim em 1989.

Mubarak, que se comprometeu a deixar o poder em setembro, disse na quinta-feira acreditar que o caos tomaria conta do Egito se ele atendesse ao pedido dos manifestantes por sua renúncia imediata.

Analistas políticos dizem que a preocupação europeia com a realização de eleições livres no Egito vai ser interpretada por muitos no Oriente Médio como prova de ansiedade das potências ocidentais sobre a possibilidade de um governo islâmico no país mais populoso do mundo árabe.

O maior movimento de oposição no Egito, a Irmandade Muçulmana afirma que, com a liberdade de escolha, a maioria dos 80 milhões de egípcios optaria por uma lei islâmica, embora seja publicamente comprometida com o pluralismo político.

(Reportagem adicional de David Brunnstrom e Sabine Siebold)

 

 

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