A Fifa rejeitou uma proposta de adiar as
suas eleições presidenciais marcadas
para esta quarta-feira, abrindo o camnho
para que o atual ocupante do cargo,
Joseph Blatter, se eleja para o seu
quarto mandato à frente da entidade.
Os delegados rejeitaram por 172 votos a
17 um pedido da Federação Inglesa de
futebol, a Football Association, de
postergar as eleições e apontar um órgão
independente para investigar as
alegações de corrupção dentro do órgão
dirigente do futebol mundial.
Com isso, o atual presidente da Fifa, o
suíço Joseph Blatter, concorre sozinho
para um novo mandato. Falando para os
delegados, Blatter se comparou a um
"capitão comandando um barco em uma
tempestade".
"Fomos atingidos e eu, pessoalmente, fui
esbofeteado. Cometemos erros mas vamos
tirar conclusões das lições aprendidas.
Posso dizer que em certa medida este é
um sinal de alerta e não só nos faz
olhar para nossos problemas e buscar
soluções. Eu, pessoalmente, estou
disposto a enfrentar a ira do público
para servir o futebol. Sou um capitão
comandando o barco em uma tempestade".
Na segunda-feira, Blatter negou que o
futebol mundial esteja atravessando uma
crise por causa de acusações de
corrupção surgidas recentemente dentro
da organização. Para ele, as denúncias
são meras "dificuldades".
"O futebol não está em crise, está
apenas (atravessando) certas
dificuldades e elas vão ser resolvidas
dentro de nossa família", disse.
As declarações foram dadas em uma
entrevista coletiva poucas horas depois
de Jack Warner, vice-presidente da Fifa
suspenso no último domingo, ter
divulgado um e-mail que supostamente
sugeriria que o Catar teria "comprado" o
direito de sediar Copa de 2022.
Blatter negou que as candidaturas para
sediar as Copas de 2022 ou 2018 tenham
sido irregulares.
As acusações foram negadas também pelos
responsáveis pela candidatura do Catar,
pelo presidente da Confederação
Asiática, Mohammad Bin Hamman, também
suspenso no domingo, e pelo
secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke,
que teria enviado o e-mail.