
O Fundo Monetário Internacional (FMI) é uma organização
internacional que pretende assegurar o bom funcionamento do sistema
financeiro mundial pelo monitoramento das taxas de câmbio e da
balança de pagamentos, através de assistência técnica e financeira.
Sua criação ocorreu pouco antes do final da segunda guerra mundial,
em julho de 1944, e sua sede é em Washington, DC, Estados Unidos.[1]
Atualmente conta com mais de 187 nações.
O FMI foi criado em 1944 com 45
países representados inicialmente em Bretton Woods, New Hampshire, nos
EUA.
Tem como objetivo básico em zelar pela estabilidade do sistema monetário
internacional, através da promoção da cooperação e da consulta em
assuntos monetários entre os seus 187 países membros. Com exceção de
Coréia do Norte, Cuba, Liechtenstein, Andorra, Mônaco, Tuvalu e Nauru,
todos os membros da ONU fazem parte do FMI. Juntamente com o BIRD, o FMI
emergiu das Conferências de Bretton Woods como um dos pilares da ordem
econômica internacional do pós-Guerra, além disso foi necessário a
criação para evitar a repetição das desastrosas políticas econômicas que
contribuíram para a Grande Depressão de 1929. O FMI tem como meta,
evitar que desequilíbrios nos balanços de pagamentos e nos sistemas
cambiais dos países membros possam prejudicar a expansão do comércio e
dos fluxos de capitais internacionais. O Fundo favorece a progressiva
eliminação das restrições cambiais nos países membros e concede recursos
temporariamente para evitar ou remediar desequilíbrios no balanço de
pagamentos. Além disso, o FMI planeja e monitora programas de ajustes
estruturais e oferece assistência técnica e treinamento para os países
membros.
O FMI se auto-proclama como uma
organização de 187 países, trabalhando por uma cooperação monetária
global, assegurar estabilidade financeira, facilitar o comércio
internacional, promover altos níveis de emprego e desenvolvimento
econômico sustentável, além de reduzir a pobreza.
Os objetivos da organização são; promover a cooperação monetária
internacional, fornecendo um mecanismo de consulta e colaboração na
resolução dos problemas financeiros; favorecer a expansão equilibrada do
comércio, proporcionando níveis elevados de emprego e trazendo
desenvolvimento dos recursos produtivos; oferecer ajuda financeira aos
países membros em dificuldades econômicas, emprestando recursos com
prazos limitados e contribuir para a instituição de um sistema
multilateral de pagamentos e promover a estabilidade dos câmbios.
A autoridade decisória máxima do FMI é a Assembleia de Governadores do
Fundo Monetário Internacional, formada por um representante titular e um
alterno de cada país membro, geralmente ministros da economia ou
presidentes dos bancos centrais.
A diretoria executiva, composta por 24 membros eleitos ou indicados
pelos países ou grupos de países membros, é responsável pelas atividades
operacionais do Fundo e deve reportar-se anualmente à Assembleia de
Governadores. A diretoria executiva concentra suas atividades na análise
da situação específica de países ou no exame de questões como o estado
da economia mundial e do mercado internacional de capitais, a situação
econômica da instituição, monitoramento econômico e programas de
assistência financeira do Fundo.
A Assembleia de Governadores do FMI é assessorada ainda pelo "Comitê
Interino" e pelo "Comité de Desenvolvimento" (conjunto com o BIRD), que
se reúnem duas vezes por ano e examinam assuntos relativos ao sistema
monetário internacional e à transferência de recursos para os países em
desenvolvimento, respectivamente.
Teoricamente, os governadores elegem o presidente do FMI, porém, na
prática, o presidente do Bird é sempre um cidadão dos Estados Unidos da
América, escolhido pelo governo norte-americano. Já o
director-presidente do FMI é tradicionalmente um europeu.
O dinheiro do FMI vem dos 185 países-membros, entre os quais o Brasil e
Portugal, por isso, o poder de voto depende da contribuição de cada
país.
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