
pré-candidato republicano à Presidência Herman Cain
WASHINGTON (Reuters) - Duas
funcionárias reclamaram do comportamento sexualmente sugestivo do
pré-candidato republicano à Presidência Herman Cain na época em que ele
atuava como presidente da Associação Nacional de Restaurantes dos EUA,
nos anos 1990, disse o jornal Politico no domingo.
As mulheres saíram da entidade depois de assinar acordo pelo qual
receberam compensações para deixar o emprego e ficavam impedidas de
falar sobre o motivo de sua saída, informou o jornal.
A campanha de Cain disse que as alegações eram "ataques pessoais sem
fundamento".
A alegação poderá prejudicar a
candidatura, inesperadamente forte, de Cain para conseguir ser nomeado
representante republicano que enfrentará o presidente Barack Obama em
2012.
Cain, ex-presidente-executivo do restaurante Godfather's Pizza, tem
liderado as pesquisas de opinião entre os republicanos nos últimos meses
apesar de nunca ter exercido um cargo público. Uma pesquisa recente
indicou que Cain estava à frente de seu principal rival, o ex-governador
do Massachusetts Mitt Romney, no Iowa, na primeira de uma série de
disputas nos Estados para escolher um candidato republicano à
Presidência.
Segundo o jornal Politico, ao menos duas funcionárias, que foram
identificadas mas não tiveram seus nomes divulgados, reclamaram aos
colegas e a altas autoridades da associação de que o comportamento
inapropriado de Cain as deixavam irritadas e em situação desconfortável.
O jornal disse que a história estava fundamentada em diversas fontes.
"Temendo a mensagem de Herman Cain, que está agitando o cenário político
em Washington, a mídia começou a lançar ataques pessoais infundados
contra Cain", disse em comunicado o porta-voz da campanha, J.D. Gordan.
Ele afirmou que o Politico estava "criando alegações baseadas em fontes
precárias".
A campanha de Cain também respondeu ao Politico por meio do Twitter. "Da
equipe HC (Herman Cain): infelizmente, já vimos este filme antes. O sr.
Cain e todos os americanos merecem coisa melhor", disse a campanha pelo
Twitter.
Ao ser perguntado pelo Politico sobre as alegações, Cain disse que teve
"milhares de pessoas trabalhando" para ele em diferentes empresas ao
longo dos anos e que não poderia comentar "até que eu veja alguns fatos
ou provas concretas".
(Reportagem de JoAnne Allen)