Sob pressão, premiê paquistanês falará sobre morte de Bin Laden
"Se ele realmente estava vivendo naquele complexo há cinco anos, então porque nossas agências não descobriram?"
|
Da Rede Almeidense | Com agências internacionais

Por John Chalmers
|
Texto[
- ]
[
+
]
|
ISLAMABAD (Reuters) - Rivais políticos estabeleceram os líderes do Paquistão como alvos nesta segunda-feira após a morte de Osama bin Laden no país, aumentando a pressão norte-americana sobre a nação escolhida pelo líder da Al Qaeda para se esconder, e o primeiro-ministro preparou um discurso no Parlamento pela primeira vez desde o início da crise. O principal partido de oposição do Paquistão intensificou os pedidos para que o primeiro-ministro e o presidente renunciem devido à quebra de soberania nacional ocorrida quando forças especiais norte-americanas entraram no país pelo Afeganistão para atacar o complexo onde Bin Laden estava escondido. "Queremos as renúncias, não explicações imprecisas", disse uma autoridade da Liga Muçulmana, partido do ex-premiê Nawaz Sharif, ao diário The News. O Paquistão comemorou a morte de Bin Laden, que planejou os ataques de 11 de setembro de 2001, realizado com aeronaves comerciais em solo norte-americano. A nação considerou o fim do líder da Al Qaeda um passo na luta contra a militância, mas reclamou que o ataque com helicópteros feito pelos EUA era uma violação da sua soberania nacional. O primeiro-ministro Yusuf Raza Gilani, que realizará um discurso no Parlamento às 9 horas (horário de Brasília), deve fazer um severo alerta contra outras ações militares dentro do Paquistão por forças estrangeiras. O incidente aumentou a tensão entre Islamabad e Washington, cujos laços são importantes na luta contra militantes islâmicos e na guerra no Afeganistão. As relações entre os dois países já estavam frágeis devido a uma série de disputas diplomáticas sobre assuntos como um grande ataque feito por um avião teleguiado norte-americano em março e Raymond Davis, um agente da CIA morto a tiros por dois paquistaneses na cidade de Lahore, em janeiro. No que pode causar uma elevação ainda maior nas tensões, uma emissora de televisão paquistanesa e um jornal publicaram o que disseram ser o nome de um chefe secreto da CIA em Islamabad. (Reportagem adicional de Augustine Anthony e Chris Allbritton em Islamabad, Donna Smith e Steve Holland em Washington) Continuação
|
|
|