OSLO (Reuters) - Três mulheres que
fizeram campanha pelos direitos humanos e pelo fim da violência na
Libéria e no Iêmen, incluindo a presidente liberiana, Ellen
Johnson-Sirleaf, ganharam o Prêmio Nobel da Paz nesta sexta-feira,
informou o chefe do comitê norueguês do Nobel.
Outra liberiana, Leymah Gbowee, que mobilizou mulheres contra a guerra
civil no país ao organizar uma "greve de sexo", e Tawakkul Karman, que
trabalhou no Iêmen, vão dividir o prêmio avaliado em 1,5 milhão de
dólares com Johnson-Sirleaf, que enfrenta a reeleição para um segundo
mandato como presidente na terça-feira.
"Não podemos alcançar a democracia e a paz duradoura no mundo a não ser
que as mulheres obtenham as mesmas oportunidades que os homens para
influenciar o desenvolvimento em todos os níveis da sociedade", disse o
presidente do comitê, Thorbjoern Jagland, a repórteres.
"O Prêmio Nobel da Paz de 2011 será dividido em três partes iguais entre
Ellen Johnson-Sirleaf, Leymah Gbowee e Tawakkul Karman pela sua luta
não-violenta pela segurança da mulher e pelos direitos das mulheres de
participação integral no trabalho de construção da paz."
Johnson-Sirleaf, de 72 anos, é a primeira mulher eleita presidente
livremente na África. Gbowee mobilizou e organizou mulheres de linhas
divisórias étnicas e religiosas para tentar pôr um fim na guerra da
Libéria e para assegurar a participação das mulheres nas eleições.
O comitê acrescentou: "Nas circunstâncias mais árduas, tanto antes
quanto depois da Primavera Árabe, Tawakkul Karman desempenhou um papel
de liderança na luta pelos direitos das mulheres e pela democracia e paz
no Iêmen."
"A esperança do Comitê Norueguês do Nobel é que o prêmio para Ellen
Johnson-Sirleaf, Leymah Gbowee e Tawakkul Karman ajude a colocar um fim
na supressão das mulheres que ainda ocorre em muitas países, e constatar
o grande potencial de democracia e paz que as mulheres podem
representar."
Falando por telefone de Monróvia, o filho de Johnson-Sirleaf disse à
Reuters que estava "super animado. Essa é uma grande notícia e temos que
comemorar."
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