Chuvas matam ao menos 35 na região serrana do Rio de Janeiro
As cidades de Nova Friburgo e Teresópolis
foram as mais afetadas pelos temporais no Rio de Janeiro nesta quarta-feira,
segundo a Defesa Civil do Estado.
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Da Rede Almeidense | Com agências

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - Ao menos 35
pessoas morreram em razão das chuvas que castigaram a região serrana do Rio
de Janeiro nas últimas horas, informaram o Corpo de Bombeiros e autoridades
locais nesta quarta-feira.
As mortes no Rio acontecem um dia depois das fortes chuvas que deixaram pelo
menos 13 mortos no Estado de São Paulo.
As chuvas no Sudeste já prejudicam a região desde meados de outubro do ano
passado, com alto índice de mortos e feridos, principalmente em dezembro.
Minas Gerais já registrou 16 mortes em decorrência das chuvas desde
novembro, enquanto o Espírito Santo calculou cinco mortes, segundo as
Defesas Civis Estaduais.
As cidades de Nova Friburgo e Teresópolis foram as mais afetadas pelos
temporais no Rio de Janeiro nesta quarta-feira, segundo a Defesa Civil do
Estado.
Em Teresópolis, há 32 mortos, em Friburgo 3 em virtude de deslizamentos e
soterramentos.
Temporais atingiram esses municípios entre terça e quarta-feira e choveu nas
últimas horas o equivalente ao previsto para um mês inteiro.
O número de vítimas deve aumentar nas próximas horas, uma vez que há
desaparecidos na região serrana, entre eles três bombeiros que participavam
das operações de resgate.
"Infelizmente temos três bombeiros entre as vítimas e buscamos por eles e
outras pessoas em outros pontos da cidade (de Nova Friburgo). Choveu muito
forte e a situação está intensa", disse o comandante geral do Corpo de
Bombeiros, Pedro Machado.
A tragédia em Nova Friburgo começou nesta terça-feira quando um prédio de 3
andares desabou e matou um criança e um idoso.
Muitas pessoas estão ilhadas nas duas cidades devido ao alto nível das águas
que cobriram ruas e avenidas dos dois municípios. Vários bairros estão sem
luz e telefone e estradas também foram bloqueadas por deslizamentos de
terra.
"A situação aqui em Friburgo é caótica. Houve um apagão e as pessoas estão
sem poder se locomover. Está terrível, o Rio Bengala transbordou e várias
pontes desabaram", disse um bombeiro da cidade à Reuters.
O vice-governador, Luiz Fernando Pezão, está na região serrana para prestar
apoio e solidariedade aos moradores. Ele sobrevoou as cidades para
acompanhar de perto os estragos provocados pela chuva.
"O quadro é triste e desesperador", avaliou o vice-governador.
O número de desabrigados e desalojados no Rio de Janeiro está sendo
contabilizado pelas autoridades locais.
No Estado de São Paulo, desde o início de dezembro mais de 800 pessoas
ficaram desabrigadas por conta das chuvas e mais de 6 mil foram desalojadas,
segundo dados da Defesa Civil estadual.
Somente entre segunda e terça-feira 13 pessoas morreram no Estado em
decorrência das chuvas, com vítimas na capital e nas cidades de Maúa, São
José dos Campos, Mogi das Cruzes e Embu das Artes.
Mais de um milhão de pessoas estão desalojadas em Minas Gerais e, no
Espírito Santo, mais de 16 mil pessoas estão desabrigadas, segundo dados da
Defesa Civil desses Estados.
(Com reportagem de Yukari Sekine, em São Paulo)
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