Governo não será passivo sobre câmbio, diz Pimentel
A balança comercial brasileira registrou
superávit de 20,278 bilhões de dólares em 2010, com recorde de exportações
de 201,916 bilhões de dólares.
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Da Rede Almeidense | Com agências

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BRASÍLIA (Reuters) - O governo não ficará
passivo diante de um fortalecimento do real, disse nesta segunda-feira o
novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando
Pimentel.
Em sua primeira entrevista coletiva após assumir o Ministério, Pimentel
disse que a presidente Dilma Rousseff está preocupada com o impacto do
câmbio nas exportações.
"A presidente está preocupada com o impacto da taxa de câmbio sobre as
exportações. O governo não vai ficar passivo e inerte à nossa moeda se
valorizando e prejudicando a nossa indústria", completou o ministro.
A balança comercial brasileira registrou superávit de 20,278 bilhões de
dólares em 2010, com recorde de exportações de 201,916 bilhões de dólares.
Às 15h08, o dólar era negociado a 1,645 real na ponta de venda, em queda de
1,26 por cento.
"Um câmbio nesse patamar desorganiza a produção nacional. E, então, há que
se cuidar de encontrar caminhos sem alterar o modelo de câmbio flutuante que
nós adotamos", afirmou Pimentel a jornalistas.
Segundo Pimentel, a questão do câmbio e o protecionismo serão abordados "com
certeza" em uma futura viagem à China. Dilma pretende visitar a China na
próxima cúpula do Bric --que é formado, além de Brasil e da China, por
Rússia e Índia--, que deve ocorrer em abril.
"Vai fazer parte da pauta de discussões. Vai ser pauta prioritária... Porque
é uma pauta que diz respeito não só ao Brasil, mas a todos os países
emergentes", afirmou Pimentel.
Ao ser questionado sobre a ideia da criação de um ministério para lidar com
as micro e pequenas empresas, Pimentel afirmou que ela não foi abandonada.
"A intenção está mantida. A presidente Dilma, desde que era ministra,
trabalha com essa ideia e continua com essa ideia. Acontece que não está
definido o momento que vai ser remetida ao Congresso a peça que cria o
ministério. Só que pode não ser uma coisa imediata. Pode levar dois, três ou
quatro meses", explicou Pimentel.
(Reportagem de Ray Colitt e Jeferson Ribeiro; texto de Nathália Ferreira;
edição de Aluísio Alves)
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