Decisão judicial no Chile pode barrar projeto de Eike Batista
Um advogado que representa um grupo de
moradores próximo ao local, e que se opõe ao projeto, disse que a decisão do
tribunal iria barrar a construção da planta numa região considerada
ambientalmente sensível.
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Da Rede Almeidense | Com agências

(Edição: Edmundo Nascimento)
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SANTIAGO (Reuters) - Uma decisão da Corte
Suprema do Chile na segunda-feira sobre o uso do solo para uma planta
termelétrica pode adiar ou até barrar a aprovação do projeto Castilla, de 4,4
bilhões de dólares, planejado pelo bilionário Eike Batista, disseram analistas
do setor.
A corte aceitou uma determinação de uma corte de apelações na cidade de Copiapo,
ao norte do país, que classificava como ilegal a mudança na qualificação do solo
do projeto Castilla de "contaminante" para "incômodo" por uma autoridade local
de saúde.
A classificação do solo é chave para que uma comissão regional de meio ambiente
decida se permitirá ou não a construção do projeto.
Um advogado que representa um grupo de moradores próximo ao local, e que se opõe
ao projeto, disse que a decisão do tribunal iria barrar a construção da planta
numa região considerada ambientalmente sensível.
Mas a MPX de Eike Batista disse num comunicado que a decisão não bloqueou a
aprovação do projeto. A MPX indicou que espera que a autoridade local da área de
saúde classifique novamente a qualidade do solo de acordo com a decisão da
corte.
Em comunicado, a MPX diz que reitera sua convicção de que o projeto Castilla
cumpre com as normativas ambientais e padrões internacionais.
Em agosto, o presidente Sebastian Pinera convenceu a francesa GDF Suez a mudar a
localização de uma termelétrica orçada em 1,1 bilhão de dólares depois de
temores da opinião pública de que o projeto pudesse colocar a vida de pinguins
ameaçados de extinção em perigo. A mudança de local ameaça acabar com o projeto,
que pode ter que esperar anos para obter uma outra licença ambiental, disseram
especialistas.
Dois analistas de mercado em Santiago disseram que a decisão da Suprema Corte
pode adiar ou mesmo colocar um fim ao projeto Castilla, que tem investimentos
planejados de 4,4 bilhões de dólares durante o período de 15 anos.
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