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Lançado em 25 de
março com a
missão de
construir 1
milhão de
moradias
populares até o
final do governo
do presidente
Luiz Inácio Lula
da Silva, o
programa “Minha
Casa, Minha
Vida” completa
seis meses na
próxima
terça-feira (13)
- data do início
das operações
comerciais do
programa - com
apenas 8,9% de
casas
encaminhadas
para
construção.
O presidente
Lula em
discurso
durante o
lançamento
do programa
'Minha Casa,
Minha Vida',
em 25 de
março deste
ano. (Foto:
Roosewelt
Pinheiro/ABr
)
No começo da
semana, eles se
reuniram com a
ministra-chefe
da Casa Civil,
Dilma Rousseff,
para tratar do
assunto. Os
empresários argumentam
que a Caixa
Econômica
Federal (CEF) só
recebe os
projetos das
empreiteiras
depois que a
previsão de
investimentos em
infraestrutura
está garantida.
Atualizados em 5
de outubro, os
dados mostram
que a Caixa já
recebeu 1.856
propostas de
financiamentos.
Essas medidas
prevêem a
construção de
aproximadamente
355 mil
habitações.
O balanço mostra
ainda que a
maioria dos
contratos já
assinados –
cerca de 44 mil
– são destinados
a mutuários com
renda de até
três salários
mínimos. Já na
faixa de renda
entre três e
seis salários
foram liberadas
para construção
33 mil
habitações e
para quem tem
renda superior a
seis salários
mínimos foram
financiadas
pouco mais de 11
mil moradias.
Todos esses
contratos somam
pouco mais de R$
22 bilhões.
Quando o
programa foi
lançado, no
final de março,
a governo
anunciou que o
Banco Nacional
de
Desenvolvimento
Econômico e
Social (BNDES)
teria uma linha
de financiamento
de R$ 5 bilhões
para atender as
construtoras
nessa questão.
Contudo, seis
meses após a
operacionalização
do programa, o
BNDES ainda não
abriu
oficialmente
essa linha de
crédito. A
previsão é que
ao longo da
próxima semana
isso seja
feito.
A Câmara
Brasileira da
Indústria da
Construção (CBIC)
informou que as
13 maiores
construtoras de
imóveis no país
pretendem
financiar até
389 mil
habitações
usando as regras
do programa
“Minha Casa,
Minha Vida”.
Desse total, 125
mil unidades
estão em
processo de
análise pela
Caixa.
No entanto, a
maior parte dos
empreendimentos
contratados pelo
banco até agora
foi a pedido das
pequenas e
médias
construtoras.
Das 89,3 mil
moradias
contratadas,
pouco mais de 10
mil são
provenientes de
projetos de
grandes
construtoras.
Empresa
comemoram
Apesar de ainda
ser um
percentual
pequeno
considerando a
meta total, o
governo e as
construtoras
comemoram o
resultado. Para
o presidente da
CBIC, Paulo
Simão, o
programa está
com uma execução
dentro do
esperado e a
expectativa do
setor é de que
até o final do
ano a Caixa já
tenha contratado
cerca de 400 mil
unidades.
“Fizemos uma
reunião na
quarta-feira com
a ministra Dilma
e os resultados
do programa são
muito bons.
Temos que
considerar que
desses seis
meses de
execução tivemos
dois meses de
greve dos
técnicos da
Caixa. Hoje, a
Caixa está
analisando
projetos que
prevêem a
construção de
cerca de 355 mil
moradias. Se
tudo der certo,
devemos terminar
o ano com 500
mil no sistema e
400 mil já
contratadas”,
comemora
Simão.
“Depois de julho
teremos as
dificuldades que
sempre acontecem
nos anos
eleitorais”
Segundo ele, as
construtoras já
têm projetos que
englobam cerca
de 112 mil
moradias que
aguardam apenas
alguns detalhes
para serem
analisados pela
Caixa. Mesmo
assim, Simão diz
acreditar que
será difícil
atingir a meta
de um milhão de
moradias. Ele
estima que até
julho do ano que
vem o banco já
tenha aprovado a
contratação de
750 mil
habitações.
“Depois de julho
teremos as
dificuldades que
sempre acontecem
nos anos
eleitorais”,
analisa.
O empresário
explicou também
que em alguns
lugares do país
é muito difícil
financiar
imóveis para
pessoas com
renda de até
três salários
mínimos. “Em
cidades como São
Paulo e Belo
Horizonte, por
exemplo, é mais
difícil
viabilizar
moradias para
essa faixa de
renda, porque há
poucos terrenos
ou os terrenos
são muito
caros”, conta.
Simão afirmou
ainda que o
atual estágio do
programa “Minha
Casa, Minha
Vida” já está
fazendo com que
o governo pense
em ampliar as
metas do
programa e sua
previsão de
investimentos
federais para os
próximos anos.
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