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Friday, 18/02/11 14:43:59 Atualizada em:Friday, 18/02/11 14:43:59

Alimentos sobem menos e desaceleram inflação pelo IPCA
Em maio, houve desaceleração da alta de preços de itens como cebola, feijão carioca, feijão mulatinho e batata inglesa, e quedas em produtos como tomate, açúcar cristal e pescado.

Da Rede Almeidense, com agências

(Por Rodrigo Viga Gaier e Vanessa Stelzer)

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O indicador avançou 0,43 por cento em maio, menor taxa desde dezembro


RIO DE JANEIRO (Reuters) - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou em maio em linha com a previsão do mercado, devido sobretudo a um arrefecimento da alta dos alimentos e de vestuário.

O indicador avançou 0,43 por cento em maio, menor taxa desde dezembro, após alta de 0,57 por cento em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Analistas ouvidos pela Reuters previam leitura de 0,43 por cento, segundo a mediana de 20 estimativas que variaram de 0,40 a 0,49 por cento.

 

 

 

Segundo cálculos de economistas, o índice de difusão do IPCA ficou estável em 60,9 por cento entre maio e abril. Já a média dos três núcleos do índice subiu mais, em 0,59 por cento em maio, ante 0,45 por cento em abril.

"Foram os alimentos que levaram à desaceleração do índice de abril para maio", afirmou o IBGE em nota. "Pressionando significativamente o índice desde janeiro (devido a problemas climáticos), o aumento de preços dos alimentos foi reduzido para 0,28 por cento em maio, após a taxa de 1,45 por cento de abril. Este é o mais baixo resultado neste ano."

Em maio, houve desaceleração da alta de preços de itens como cebola, feijão carioca, feijão mulatinho e batata inglesa, e quedas em produtos como tomate, açúcar cristal e pescado.

Os custos de Vestuário amenizaram a alta para 0,91 por cento em maio, comparado a 1,28 por cento em abril. Os de Saúde e cuidados pessoais também subiram em ritmo menor, em 0,74 por cento, após 0,84 por cento no mês anterior.

Já os preços de Habitação subiram mais, em 0,78 por cento em maio contra 0,08 por cento em abril, refletindo o aumento da tarifa de energia elétrica em Salvador, Fortaleza, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Os custos de Transportes tiveram variação positiva de 0,09 por cento em maio, ante oscilação negativa de 0,08 por cento em abril.

Entre os destaques individuais de altas estiveram empregados domésticos (1,12 por cento) e automóveis novos (0,76 por cento), segundo o IBGE.

No ano, o IPCA acumula alta de 3,09 por cento e nos últimos 12 meses, de 5,22 por cento.

 



 

 

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