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Serra se
diz favorável à autonomia operacional do Banco Central
Ele fugiu da
pergunta sobre o nível ideal da meta de superávit primário para a economia
brasileira, dizendo apenas que houve um "afrouxamento" durante a crise
financeira internacional (2008-2009), o que foi "justificável".
Da Rede Almeidense, com agências

(Reportagem de Carmen Munari) |
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SÃO PAULO
(Reuters) -
Pouco mais de um
mês depois de
afirmar que o
Banco Central
não é a "Santa
Sé", o candidato
do PSDB à
Presidência da
República, José
Serra, disse
nesta
segunda-feira
que é favorável
à autonomia
operacional da
instituição.
Nas últimas
perguntas de
sabatina
realizada pelo
jornal Folha de
S. Paulo nesta
tarde, no
chamado
"pinga-fogo",
Serra respondeu
"operacional,
sim" sobre a
independência do
BC.
O assunto acabou
ficando polêmico
nesta eleição,
depois de sua
declaração sobre
a "Santa Sé" em
outra
entrevista, dada
em maio à rádio
CBN. O
comentário levou
ao entendimento
de que pregava
intervenção na
autoridade
monetária, o que
desagradaria
parte do mercado
financeiro e
reforçaria a
ideia de que
Serra seria
intervencionista
na economia.
Durante a
sabatina da
Folha, Serra
explicou o
funcionamento
ideal do Banco
Central sob sua
gestão. "Eu acho
que tem que
funcionar
direito e tem
que ser
entrosado",
disse,
referindo-se ao
BC e aos
ministérios da
Fazenda e do
Planejamento.
"Não pode ter
uma política que
vai para um lado
e uma que vai
para o outro.
Com esse
entendimento,
vamos conseguir
fazer uma bela
política
econômica",
afirmou, em
crítica ao
governo Lula.
Crítico
sistemático do
nível da taxa de
juros e também
da valorização
do real, Serra
declarou que não
teria como
alterar o
câmbio, ao
afirmar que não
há espaço para
intervenção na
política cambial
que, para ele,
está amarrada à
de juros.
Ele fugiu da
pergunta sobre o
nível ideal da
meta de
superávit
primário para a
economia
brasileira,
dizendo apenas
que houve um
"afrouxamento"
durante a crise
financeira
internacional
(2008-2009), o
que foi
"justificável".
Em um tema
delicado na
relação
eleitoral do
PSDB e do PT, o
da privatização,
o tucano afirmou
que não vê
espaço para
novas vendas de
estatais no país
e chamou de
mentirosas
afirmações de
que iria
realizar
privatizações.
Para ele, isto
seria "puro
terrorismo
eleitoral".
Quanto ao marco
regulatório do
petróleo do
pré-sal,
principalmente a
divisao dos
royalties do
produto entre os
Estados,
reafirmou que
não deveria
estar em votação
pelo Congresso
em pleno período
eleitoral. Para
ele, não há
pressa neste
tema.
Sobre a reforma
no deficitário
sistema
previdenciário
nacional, Serra
afirmou que o
ideal seria
realizar uma
reforma sem
mexer em
direitos
adquiridos.
Ele também
anunciou que
faria em todo o
país o que
implementou no
Estado de São
Paulo: um
sistema
informatizado
que incentiva os
consumidores a
pedir notas
fiscais
recebendo uma
pequena parte
dos impostos
como recompensa.
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