
Fãs acampamento na
rua à espera de sexta-feira "s Royal
casamento da Grã-Bretanha" é noiva do
príncipe William e Kate Middleton, na
Abadia de Westminster, em Londres 27 de
abril de 2011.
MacGregor REUTERS / Lucas
Veja mais fotos de
fãs a espera do casamento
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LONDRES (Reuters) - Um casamento real
para tempos de austeridade com
carruagens puxadas por cavalos,
cerimônia na abadia de Westminster e uma
"bateria" de câmeras de televisão.
Se você pudesse viajar no tempo veria
que a pompa e a ostentação do casamento
do príncipe William planejado sob o
olhar atento da imprensa global é quase
uma réplica perfeita do dia de casamento
da sua avó, a rainha Elizabeth, 64 anos
atrás.
Ao pesquisar nos arquivos da Reuters
pelo dia 20 de novembro de 1947, quando
a princesa Elizabeth casou-se com o
tenente Philip Mountbatten, é possível
ter uma ideia de quão pouco as
formalidades dos grandes eventos reais
mudou nestes anos, mesmo com grandes
mudanças na sociedade e saltos
tecnológicos.
Na
Inglaterra
que William e Kate vão casar só algumas
pessoas usam chapéus para trabalhar
diariamente, a maioria tem televisão e
tem poucas memórias diretas da Segunda
Guerra Mundial. Apenas alguns parágrafos
das reportagens em 1947 apontam para as
diferenças culturais.
"Em épocas normais, terraços seriam
erguidos ao longo do percurso", disse o
correspondente da Reuters Leslie Haynes
em um longo artigo detalhando a
procissão prevista.
"Mas a Inglaterra de hoje não tem a
madeira e o aço necessário e, de
qualquer maneira, não pode investir o
trabalho e o tempo de homens para erguer
esse tipo de terraços", acrescentou
Haynes, referindo-se aos enormes
esforços necessários para reerguer a
Inglaterra e a sua economia depois da
guerra.
Racionamento de comida ainda estava em
vigor em 1947, o que significava que as
famílias podiam apenas comprar bens de
consumo como pão usando cupons impressos
pelo governo para evitar escassez de
alimentos.
O casamento de
William e Kate também foi
descrito como um evento para tempos de
austeridade, com os britânicos apertando
os seus cintos depois da crise
financeira. Os dois vão chegar em carros
- não em uma carruagem de vidro, como a
rainha fez - ainda que os recém-casados
vão retornar ao palácio de Buckingham em
uma carruagem aberta.
Os arquivos também dão acesso a um mapa
mundial bem diferente, evocando os
momentos finais do império britânico com
referências que eles usavam para países
e locais - como Tanganyika - nomes hoje
que estão intrinsecamente ligados à
história colonialista do país.
Uma das reportagens detalha como "Pandit
Nehru", primeiro ministro da Índia, que
tinha conseguido a independência da
Inglaterra meses atrás, foi às compras
com o ministro da saúde do país para
escolher um presente de casamento para
Elizabeth.
A maior parte do restante da cobertura
tem algo familiar. "Planos detalhados
estão sendo criados para a cobertura do
casamento pelas organizações de
notícias, rádio e fotografia ... Isso
vai gerar ao mundo um dos mais completos
registros de um único evento na história
da Inglaterra", escreveu Haynes em 1947.
Como emissoras de todo mundo estão
prontas para a cobertura 24 horas online
pela televisão, pelo rádio ou impressa,
o comentário de 1947 segue válido para o
casamento desta semana.