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Friday, 18/02/11 14:58:33
Atualizada em:Friday, 18/02/11 14:58:33
Após debate, G20 concorda em
necessidade de cortar déficit
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, fala a
jornalistas após a reunião dos ministros das Finanças e banqueiros centrais do
G20 em Busan, Coreia do Sul, 5 de junho de 2010.
Da Rede Almeidense, com agências

Por Mark Egan |
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BUSAN, Coréia do
Sul (Reuters) -
O Grupo das 20
maiores
economias do
mundo chegou a
um compromisso
incerto no
sábado sobre o
ritmo dos cortes
orçamentários
necessários para
acalmar os
mercados
financeiros do
mundo, que andam
sofrendo por
causa da crise
da dívida na
Europa.
Ministros das
finanças do G20
tentaram
aumentar a
confiança dos
investidores
globais dizendo
que estão
prontos a
proteger a
recuperação
econômica
mundial e
destacando a
importância de
colocar em ordem
as contas
públicas.
Sem referirem-se
especificamente
aos problemas de
dívida na zona
do euro, o G20
disse que a
volatilidade
recente nos
mercados é um
lembrete de que
ainda há
desafios
importantes
apesar de a
recuperação
econômica
mundial estar
acontecendo num
ritmo mais
rápido que o
esperado.
"Os países com
sérios desafios
fiscais precisam
acelerar o ritmo
de consolidação.
São muito
bem-vindos os
anúncios
recentes de que
alguns países
vão reduzir seu
déficit e
reforçar sua
estrutura fiscal
e suas
instituições já
em 2010", disse
o G20 em
comunicado após
dois dias de
reuniões.
O euro despencou
ao nível mais
baixo em quatro
anos frente ao
dólar na
sexta-feira em
parte por causa
de temores de
que a Hungria
pode estar
prestes a
enfrentar uma
crise de dívida
soberana como a
da Grécia, que
recebeu um
pacote de
resgate de 110
bilhões de euros
dos outros
países da zona
do euro.
O ministro das
Finanças alemão,
Wolfgang
Schaeuble, disse
que na reunião
chegou-se a um
acordo de que um
esforço sério
para reduzir os
crescentes
déficits é
inevitável.
Mas ele disse
que os Estados
Unidos e outros
países do G20
também haviam
brigado para que
houvesse um
esforço maior
para aumentar o
consumo.
"Há várias
opiniões
diferentes",
disse Schaeuble
a repórteres.
GEITHNER
DIPLOMÁTICO
Perguntado se
houve alguma
discussão
acalorada, o
vice-ministro
das Finanças
sul-coreano,
Shin Je Yoon
disse: "Sim, é
claro que houve
muita
intensidade".
Numa carta
enviada aos
ministros na
quinta-feira, o
secretário do
Tesouro
norte-americano,
Timothy Geithner,
disse que o
crescimento
global pode ser
menor do que o
potencial a não
ser que outros
países ajudem a
demanda mundial
a se recuperar à
medida que as
famílias nos
EUA, sob o peso
de suas dívidas,
reduzem gastos.
Geithner
destacou a
necessidade de o
Japão e "países
europeus onde há
um superávit
comercial" --o
que significa
principalmente a
Alemanha--
aumentarem o
consumo interno.
A China, que
também tem um
importante
superávit das
contas externas,
deveria permitir
que sua moeda
valorizasse para
promover o
consumo interno.
Autoridades dos
EUA têm pedido à
Alemanha que não
tenha muita
pressa em cortar
seu próprio
déficit fiscal,
que é modesto
para os padrões
europeus.
Mas em
declarações a
repórteres
depois da
reunião,
Geithner usou um
tom mais
pacífico.
"Tenho a
impressão de que
eles entendem o
quanto é
importante para
a Alemanha, a
Europa e o mundo
que a Alemanha
continue a
crescer", disse
ele.
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