TÓQUIO (Reuters)
- O Partido
Democrático do
Japão, que
governa o país,
tem chance de
formar maioria
na câmara alta
do Parlamento
nas eleições de
11 de julho, o
que lhe
permitiria
evitar impasses
políticos, disse
um dirigente na
quinta-feira.
Hajime Ishii,
chefe interino
do comitê
eleitoral do PDJ,
disse também que
os democratas
têm uma
oportunidade
ímpar de adotar
uma posição mais
realista em
questões
fiscais, agora
que o eleitorado
está preocupado
com a dívida
pública.
"Se a votação
fosse agora,
conseguiríamos
umas 50
cadeiras, mas ao
longo do próximo
mês, se
apelarmos como
partido
governista, com
políticas
adequadas, e
lutarmos nos
distritos, obter
uma maioria
absoluta não é
impossível",
disse Ishii à
Reuters.
O apoio
eleitoral ao PDJ
cresceu desde
que Naoto Kan
substituiu o
impopular Yukio
Hatoyama como
primeiro-ministro.
O partido
precisa
conquistar 60
das 121 vagas em
disputa (de um
total de 242)
para conseguir
uma maioria que
lhe permita
aprovar projetos
com
tranquilidade,
sem depender de
atuais ou novos
parceiros de
coalizão.
Kan prometeu
priorizar o
controle da
dívida, que já
supera 200 por
cento do PIB e é
a maior entre os
países ricos.
A imprensa local
diz que um
manifesto
eleitoral do PDJ
que seria
divulgado ainda
na quinta-feira
proporia um
debate
bipartidário
sobre reforma
fiscal e
elevação do
imposto sobre
consumo,
deixando de lado
o foco nos
gastos públicos,
que marcou a
eleição geral de
2009.
"A opinião
pública está a
favor de mudar o
manifesto para
torná-lo mais
prático", disse
Ishii. "É uma
boa chance para
mudar de rumo."
Mas ele
acrescentou que
o governo não
vai aumentar o
imposto sobre
consumo sem
debater o
assunto com o
eleitorado, na
campanha para a
renovação da
Câmara dos
Deputados, que
tem de ocorrer
até o final de
2013, mas pode
ser antecipada.
"Queremos fazer
disso um foco da
próxima eleição
geral," disse o
dirigente.