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Friday, 18/02/11 14:57:04
Atualizada em:Friday, 18/02/11 14:57:04
EUA lutam contra vazamento de
petróleo e suspendem perfurações
Do poço jorram até 5.000 barris de petróleo (quase 800 mil litros) por dia. A
previsão é de que o material chegue nos próximos dias também ao Mississippi, ao
Alabama e ao noroeste da Flórida. Louisiana e Flórida já declararam estado de
emergência.
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Da Rede
Almeidense com agencias |
Tamoio do Texto |
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A |

Foto de
satélite
mostra uma
mancha de
óleo na
costa da
Louisiana.
Os Estados
Unidos
tentavam
nesta
sexta-feira
conter um
desastre
ambiental
que pode
custar
bilhões de
dólares, com
a chegada da
enorme
mancha ao
litoral
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João da Bahia e fácil
comercializar
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SVENICE, Estados Unidos (Reuters) - Os Estados Unidos tentavam na sexta-feira
conter um desastre ambiental que pode custar bilhões de dólares, com a chegada
de uma enorme mancha de óleo à costa da Louisiana.
A Casa Branca disse que nenhuma nova perfuração petrolífera será permitida até
que o vazamento seja investigado.
O óleo continua jorrando do poço sobre o qual uma plataforma de petróleo
explodiu e pegou fogo na semana passada, deixando 11 trabalhadores
desaparecidos. O acidente forçou o presidente Barack Obama a suspender os
planos, politicamente delicados, de conceder novas licenças de prospecção de
petróleo na bacia marítima do golfo do México.
Em março, ele havia anunciado planos para uma expansão, limitada, em parte para
conseguir apoio dos republicanos a uma nova lei climática.
A contenção do vazamento ainda pode levar semanas, exigindo que o material seja
recolhido e canalizado para um navio-tanque, ou com a perfuração de um poço
auxiliar. Enquanto isso, a Guarda Costeira colocou varas no mar, para proteger
parte do litoral.
Mas já há relatos de que as beiradas da língua de óleo, com quase 200
quilômetros de comprimento, chegaram à reserva natural de Pass-a-Loutre, numa
das pontas do delta do Mississippi, na Louisiana.
Obama - sem dúvida pensando nas críticas à forma como seu antecessor George W.
Bush reagiu ao furacão Katrina, na mesma região, em 2005 - enviou funcionários
de alto escalão para verificar os esforços de limpeza, que segundo estimativas
podem chegar a 3 bilhões de dólares.
Do poço jorram até 5.000 barris de petróleo (quase 800 mil litros) por dia. A
previsão é de que o material chegue nos próximos dias também ao Mississippi, ao
Alabama e ao noroeste da Flórida. Louisiana e Flórida já declararam estado de
emergência.
A Equipe Energética da agência de rating Fitch estimou o custo da operação de
limpeza em 2 a 3 bilhões de dólares, "uma vez que o vazamento chegar em terra, e
potencialmente mais, quanto mais tempo levar para conter o fluxo de petróleo no
golfo (do México)."
O custo para o setor pesqueiro da Louisiana pode chegar a 2,5 bilhões de
dólares, e o impacto para o turismo na costa oeste da Flórida pode atingir 3
bilhões de dólares, disse na sexta-feira Neil McMahon, analista da firma de
investimentos Bernstein.
"Continuamos trazendo todos os recursos possíveis para enfrentar esse
vazamento", disse a contra-almirante da Guarda Costeira Sally Brice-O'Hara, à
CNN.
Os secretários de Segurança Ambiental, Janet Napolitano, e Interior, Ken
Salazar, e a diretora da Agência de Proteção Ambiental, Lisa Jackson, viajam
ainda na sexta-feira à região para avaliar a situação.
O secretário de Justiça, Eric Holder, enviou uma equipe jurídica e disse que o
governo Obama fiscalizará rigidamente o cumprimento das leis ambientais.
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