O presidente
interino de
Honduras,
Roberto
Micheletti,
negou nesta
quarta-feira
(14) que se
tenha chegado a
um acordo com o
governo deposto
para encerrar a
crise política
no país.
Em um
comunicado, o
governo interino
também afirmou
que as
negociações para
tentar encerrar
a crise serão
retomadas nesta
quinta-feira.
Segundo
Micheletti,
ainda não se
chegou a um
consenso sobre
quem deve
decidir pela
volta do
presidente
deposto do país,
Manuel Zelaya,
ao poder: se o
Congresso, ou a
Corte Suprema.
Mais cedo, um
representante do
governo deposto
do país, Victor
Meza, havia dito
que as duas
partes chegaram
a um texto
comum, que
previa a
volta de Zelaya à
Presidência do
país da América
Central.
"Chegamos a um
acordo de um
texto unificado
que vai ser
discutido e
analisado pelo
presidente
Zelaya e pelo
senhor
Micheletti",
havia dito Meza.
"Não diria que é
o fim da crise
política, mas é
uma saída, sim."
O presidente
deposto de
Honduras, Manuel
Zelaya, e seus
negociadores se
reúnem na
embaixada
brasileira no
país, nesta
quarta (14)
(Foto: Orlando
Sierra / AFP)
O documento,
segundo Meza, ainda
precisaria ser
aprovado por
Zelaya e pelo
presidente
interino
Micheletti
-que vinha se
recusando a
admitir a volta
de Zelaya ao
poder.
Honduras está em
crise desde 28
de junho, quando
Zelaya foi
derrubado por um
golpe militar. A
situação
agravou-se em 21
de setembro,
quando o
presidente
deposto voltou
de surpresa no
país e
abrigou-se na
Embaixada do
Brasil, em
Tegucigalpa.
Policiais cercam
nesta
quarta-feira
(14) o prédio da
Embaixada do
Brasil em
Honduras, em
Tegucigalpa,
onde está
abrigado o
presidente
deposto, Manuel
Zelaya. (Foto:
AFP)
O golpe deu
início à pior
crise na América
Central em anos
e virou um teste
para o
presidente
norte-americano,
Barack Obama,
que prometeu
melhorar as
relações dos
EUA com a
América Latina.
Antes da
reunião, o chefe
do Exército
Romeo Vasquez,
figura central
no golpe, também
disse que um
acordo estava
próximo. "Sei
que avançamos de
forma
significativa,
estamos quase no
fim da crise."
12 pontos
É o segundo dia
de reunião entre
os negociadores.
Na terça-feira
(14), após sete
horas de
conversas, os
representantes
de ambos os
lados disseram
ter avançado em
mais de 90% do
Acordo de San
José, proposto
pelo presidente
da Costa Rica,
Oscar Árias, que
tem 12 pontos.
Os negociadores
também teriam
começado a
analisar a
restituição de
Zelaya à
Presidência,
principal ponto
do acordo,
informou,
de Tegucigalpa,
o enviado da
Globo News ao
país, Rafael
Coimbra. Neste
meio tempo, se
aproxima a
quinta-feira,
fim do prazo
dado pelo
presidente
deposto para
retornar ao
poder.
OEA
O
secretário-geral
da OEA, José
Miguel Insulza,
expressou
"satisfação"
pelos avanços da
negociação e
disse ter
esperanças de
que ela resulte
na solução da
crise.