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Governo interino nega a existência de acordo político na crise de Honduras

Aliado havia anunciado acordo que previa volta de Zelaya ao poder.
Conversas serão retomadas na quinta-feira (15), diz comunicado.

 

Rede Almeidense

Atualizada emquarta-feira, 14/10/09 20:16:20

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O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, negou nesta quarta-feira (14) que se tenha chegado a um acordo com o governo deposto para encerrar a crise política no país.
 
Em um comunicado, o governo interino também afirmou que as negociações para tentar encerrar a crise serão retomadas nesta quinta-feira.
 
Segundo Micheletti, ainda não se chegou a um consenso sobre quem deve decidir pela volta do presidente deposto do país, Manuel Zelaya, ao poder: se o Congresso, ou a Corte Suprema.
 
Mais cedo, um representante do governo deposto do país, Victor Meza, havia dito que as duas partes chegaram a um texto comum, que previa a volta de Zelaya à Presidência do país da América Central.
 
"Chegamos a um acordo de um texto unificado que vai ser discutido e analisado pelo presidente Zelaya e pelo senhor Micheletti", havia dito Meza. "Não diria que é o fim da crise política, mas é uma saída, sim."

Foto: Orlando Sierra / AFP

 

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e seus negociadores se reúnem na embaixada brasileira no país, nesta quarta (14) (Foto: Orlando Sierra / AFP)
O documento, segundo Meza, ainda precisaria ser aprovado por Zelaya e pelo presidente interino Micheletti -que vinha se recusando a admitir a volta de Zelaya ao poder.
 
Honduras está em crise desde 28 de junho, quando Zelaya foi derrubado por um golpe militar. A situação agravou-se em 21 de setembro, quando o presidente deposto voltou de surpresa no país e abrigou-se na Embaixada do Brasil, em Tegucigalpa.

 

Foto: AFP

 

Policiais cercam nesta quarta-feira (14) o prédio da Embaixada do Brasil em Honduras, em Tegucigalpa, onde está abrigado o presidente deposto, Manuel Zelaya. (Foto: AFP)
 
O golpe deu início à pior crise na América Central em anos e virou um teste para o presidente norte-americano, Barack Obama, que prometeu melhorar as relações dos EUA com a América Latina.

Antes da reunião, o chefe do Exército Romeo Vasquez, figura central no golpe, também disse que um acordo estava próximo. "Sei que avançamos de forma significativa, estamos quase no fim da crise."

 
12 pontos
É o segundo dia de reunião entre os negociadores. Na terça-feira (14), após sete horas de conversas, os representantes de ambos os lados disseram ter avançado em mais de 90% do Acordo de San José, proposto pelo presidente da Costa Rica, Oscar Árias, que tem 12 pontos. 

Os negociadores também teriam começado a analisar a restituição de Zelaya à Presidência, principal ponto do acordo, informou, de Tegucigalpa, o enviado da Globo News ao país, Rafael Coimbra. Neste meio tempo, se aproxima a quinta-feira, fim do prazo dado pelo presidente deposto para retornar ao poder. 
 
OEA
O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, expressou "satisfação" pelos avanços da negociação e disse ter esperanças de que ela resulte na solução da crise.

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

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