Secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, fala com jornalistas
na Casa Branca, em dezembro. Hillary qualificou na segunda-feira de "extremista"
o homem que baleou a deputada Gabrielle Giffords, e disse que pessoas do mundo
todo devem rejeitar as ideologias radicais. 16/12/2010
REUTERS/Kevin Lamarque/Arquivo
ABU DHABI (Reuters) - A secretária de
Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, qualificou na segunda-feira de
"extremista" o homem que baleou a deputada Gabrielle Giffords, e disse que
pessoas do mundo todo devem rejeitar as ideologias radicais.
A declaração foi feita durante um evento nos Emirados Árabes Unidos, em
resposta a um estudante que questionou a vinculação, por parte da opinião
pública norte-americana, dos atentados de 11 de setembro de 2001 com o mundo
árabe em geral.
Hillary disse que isso se deve a percepções equivocadas e à influência da
mídia. "Temos extremistas no meu país", acrescentou ela.
"Uma jovem parlamentar, maravilhosa e incrivelmente corajosa, a parlamentar
Giffords, acaba de ser baleada por um extremista no nosso país. Temos o
mesmo tipo de problema. Então, em vez de nos mantermos em impasse, devemos
trabalhar para evitar que extremistas de qualquer lugar possam cometer
violência."
Um norte-americano de 22 anos foi indiciado pelo atentado a Giffords,
ocorrido no sábado no Arizona. Seis pessoas morreram e 14 ficaram feridas no
ataque, que gerou um debate nos EUA sobre o acirramento da retórica
política.
"Os extremistas e suas vozes, as vozes loucas que às vezes chegam à TV, não
são quem nós somos, não são quem vocês (árabes) são, e o que precisamos
fazer é superarmos isso e deixar claro que isso não representam as ideias ou
as opiniões árabes nem as norte-americanas", disse Hillary.
(Reportagem de Andrew Quinn)