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Friday, 18/02/11 14:54:19
Atualizada em:Friday, 18/02/11 14:54:19
Hillary Clinton tenta melhorar relações complicadas com a AL
"A expectativa
na região estava bem distante da realidade e deu lugar a uma certa decepção e
cinismo", disse Eric Farnsworth, vice-presidente do Council of the Americas
(Conselho das Américas).
Da Rede Almeidense, com agências

(Por Andrew
Quinn) |
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WASHINGTON, 6 de
junho -
(Reuters) - A
secretária de
Estado
norte-americana,
Hillary Clinton,
começou no
domingo uma
viagem à América
Latina para
tentar melhorar
as relações
estremecidas com
o continente,
apesar dos
conflitos
gerados pela
posição do
Brasil em
relação ao Irã.
Clinton visitará
o Peru para uma
reunião com a
Organização dos
Estados
Americanos (OEA)
e depois irá ao
Equador,
Colômbia e
Barbados.
A administração
de Obama tem
tentado desfazer
a má impressão
na América
Latina sobre as
promessas de
cooperação dos
EUA, que, assim
como as
promessas de
melhorar o
tratamento dado
a Cuba e o plano
de rever as leis
de imigração,
acabaram não se
materializando.
"A expectativa
na região estava
bem distante da
realidade e deu
lugar a uma
certa decepção e
cinismo", disse
Eric Farnsworth,
vice-presidente
do Council of
the Americas
(Conselho das
Américas).
"Alguns desses
pontos são
extremamente
difíceis e não
vão acontecer de
uma hora para a
outra", disse
ele. "A
secretária vai
tentar mostrar a
situação de
forma mais
abrangente."
Os laços entre o
Brasil e os EUA
ficaram
estremecidos por
causa das
possíveis novas
sanções impostas
pela ONU a
Teerã, e que os
EUA esperam que
sejam votadas
pelo conselho de
segurança da ONU
ainda nesta
semana. O
Brasil, assim
como a Turquia,
quer mais tempo
para tentar uma
saída
diplomática.
Os dois lados
dizem que o
problema do Irã
é apenas uma
parte de um
amplo e
crescente
relacionamento
entre os EUA e o
Brasil. Mas a
questão colocou
os EUA em uma
posição
publicamente
contrária a do
Brasil,
considerado
atualmente o
país de maior
força política
na América
Latina e que
está buscando um
lugar no cenário
mundial.
A viagem de
Clinton, a
segunda à região
em três meses,
pretende
reafirmar o
compromisso de
Washington com a
América Latina
em todos os
sentidos, desde
a guerra contra
o tráfico de
drogas, à
promoção do
comércio
regional.
Mas as
diferenças podem
surgir durante a
reunião da OEA
no Peru,
especialmente
sobre a questão
de se readmitir
ou não Honduras,
depois do golpe
de 2009, que
derrubou o então
presidente,
Manuel Zelaya.
Os EUA ajudaram
a intermediar as
eleições de
novembro, que
colocaram o
presidente
Porfírio Lobo no
poder e dizem
que sua
administração
deve ser
reconhecida pela
OEA. Brasil e
Argentina se
opõem,
argumentando que
seu governo
ainda se baseia
em um golpe de
Estado.
"Ainda existem
alguns países
que acreditam
que Honduras
deve tomar
medidas
adicionais, o
que difere da
posição dos
EUA", disse
Arturo
Valenzuela,
secretário de
Estado adjunto.
Apesar do foco
ser a América
Latina,
certamente o Irã
encontrará
espaço na agenda
de Clinton. Os
EUA estão
lutando por
novas sanções da
ONU, dizendo que
as violações do
Irã em relação
às suas
obrigações
nucleares não
deixam dúvidas
que eles estão
buscando criar
armas atômicas,
uma acusação que
Teerã nega.
Mas o Brasil e a
Turquia, ambos
membros
não-permanentes
do Conselho da
ONU, procuraram
reavivar um
acordo sobre
combustível
nuclear para
Teerã,
declarando que
as sanções devem
ser evitadas.
Os EUA chegaram
a um frágil
consenso com os
outro quatro
membros
permanentes com
direito a veto
do Conselho de
Segurança --
Grã-Bretanha,
França, Rússia e
China -- e diz
que o acordo do
combustível
deixa de atender
às principais
preocupações em
relação às
ambições
nucleares do
Irã.
Mas um confronto
no Conselho de
Segurança com
dois dos países
em
desenvolvimento
mais influentes
sobre o Irã pode
enfatizar os
limites da
influência dos
EUA para com até
mesmo potências
emergentes
amigas, como o
Brasil.
"Os EUA ainda
não conseguiram
digerir o fato
de que hoje o
Brasil está num
caminho
irrevogável de
independência no
que tange a
política
externa", disse
Larry Birns,
diretor do
Conselho de
Assuntos
Hemisféricos, em
Washington.
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