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TEERÃ (Reuters) - O presidente Mahmoud
Ahmadinejad pediu neste domingo à
Organização de Energia Atômica do Irã
que comece a produzir combustível
nuclear para um reator de pesquisa em
Teerã, intensificando sua disputa com o
ocidente.
O anúncio de Ahmadinejad deve irritar as
potências ocidentais, que desejam que o
Irã envie a maior parte de seu estoque
de urânio pouco enriquecido ao exterior
em troca de combustível refinado para o
reator de Teerã produzir isótopos de uso
medicinal.
No ano passado, o Irã e seis grandes
potências discutiram a troca como
maneira de aplacar a preocupação
internacional com as ambições nucleares
de Teerã, mas não conseguiram concordar
na implementação do plano.
Autoridades iranianas vêm repetindo que
a República Islâmica pode produzir
sozinha combustível enriquecido a 20 por
cento se não houver consenso sobre a
obtenção de material no exterior.
"Dissemos a eles (o ocidente) que
viessem para fazer um troca, embora
possamos produzir o combustível
enriquecido a 20 por cento nós mesmos",
disse Ahmadinejad em discurso
televisionado.
"Demos a eles de dois a três meses para
o acordo. Eles começaram um novo jogo e
agora eu peço ao Dr. Salehi que inicie a
produção do combustível usando
centrífugas", disse ele, referindo-se a
Ali Akbar Salehi, responsável pelo
programa de energia nuclear.
Mas Ahmadinejad acrescentou, durante a
cerimônia que comemorou os avanços do
Irã na tecnologia de laser: "As portas
para a interação ainda estão abertas."
Ahmadinejad também afirmou que o Irã tem
capacidade de enriquecer urânio
utilizando a tecnologia de laser, sem
dar detalhes.
Na terça-feira, o presidente pareceu
pela primeira vez ter abandonado as
condições impostas há tempos por Teerã
para aceitar a proposta de troca de
combustível intermediada pela ONU,
dizendo que o Irã está disposto a enviar
seu urânio para o exterior em troca de
combustível nuclear.
Os Estados Unidos e a Alemanha,
entretanto, disseram no sábado não ver
sinais de que Teerã irá fazer concessões
em seu programa nuclear, apesar dos
comentários otimistas do ministro das
Relações Exteriores do Irã, Manouchehr
Mottaki, sobre as perspectivas de um
acordo.
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