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Obama vai à Costa Oeste dos EUA cortejar eleitorado feminino
"Nossa
missão nas duas últimas semanas (da campanha eleitoral) é deixar as pessoas
energizadas e fazê-las entender que há questões reais em jogo nesta eleição, e
que é importante participar", disse David Axelrod, consultor da Casa Branca.
Da Rede Almeidense | Com agências
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Por Caren Bohan
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Presidente Barack Obama durante campanha pelo candidato
John Kitzhaber em Portland, Oregon. Obama buscará seduzir o eleitorado feminino
ao viajar à Costa Oeste dos EUA para participar da campanha de duas candidatas
democratas ao Senado nos próximos dois dias. 20/10/2010
SEATTLE (Reuters) - O presidente dos Estados
Unidos, Barack Obama, buscará seduzir o eleitorado feminino ao viajar à Costa
Oeste dos EUA para participar da campanha de duas candidatas democratas ao
Senado nos próximos dois dias.
A reeleição de Patty Murray, no Estado de Washington, e de Barbara Boxer, na
Califórnia, pode ser crucial para que o Partido Democrata mantenha sua maioria
parlamentar na eleição de 2 de novembro. As pesquisas têm mostrado uma vantagem
cada vez mais estreita de ambas sobre seus rivais.
As sondagens indicam que as mulheres têm maior tendência que os homens a votarem
no Partido Democrata. Na quinta-feira, Obama conversará com eleitores de Seattle
sobre a participação das mulheres na economia, coincidindo com a divulgação de
um relatório da Casa Branca sobre os efeitos das políticas do governo federal
para a população feminina.
"Nossa missão nas duas últimas semanas (da campanha eleitoral) é deixar as
pessoas energizadas e fazê-las entender que há questões reais em jogo nesta
eleição, e que é importante participar", disse David Axelrod, consultor da Casa
Branca.
"Há um presidente democrata e há um Congresso democrata agora, e é fácil (...)
ser complacente", afirmou ele, acrescentando que é difícil os seguidores do
partido "imaginarem os cenários potenciais se os votos forem para o outro lado".
Os democratas têm cada vez menos esperança de manter a maioria na Câmara, e
agora se concentram em preservar a do Senado. A fraca recuperação da economia, o
desemprego próximo dos 10 por cento e o déficit público de 1,3 trilhão de
dólares contribuem para o desgaste na popularidade de Obama e dos democratas
Mas o presidente tem tentado lembrar aos eleitores que a crise começou no
governo do seu antecessor, o republicano George W. Bush. Num comício para 8 mil
pessoas no Oregon, Obama alertou que os republicanos tentarão "revogar a reforma
da saúde, para que as seguradoras possam lhes negar cobertura quando estiverem
doentes".
"Não queremos que eles revoguem a reforma de Wall Street, para que as companhias
de cartões de crédito possam voltar as lhes impor taxas ocultas", acrescentou.
Segundo as pesquisas, os republicanos têm chances reais de tirar democratas do
Senado em Dakota do Norte, Arkansas e Indiana. Para fazerem a maioria, eles
precisariam vencer sete de oito disputas empatadas - Califórnia, Washington,
Nevada, Colorado, Wisconsin, Pensilvânia, Illinois e Virgínia Ocidental.
(Rportagem adicional de Patricia Zengerle e Jeff Mason em Washington)