Por Patricia
Zengerle
GRAND ISLE
Estados Unidos
(Reuters) - A
British
Petroleum (BP)
relatou
progressos nesta
sexta-feira em
sua luta para
tampar o
vazamento de
petróleo no
Golfo do México,
mas o presidente
Barack Obama
alertou que não
há uma "bala de
prata", ou seja,
uma solução
mágica para o
maior vazamento
de petróleo na
história dos
Estados Unidos.
Tentando
demonstrar
liderança diante
das crescentes
críticas à
atuação do
governo, Obama
foi nesta
sexta-feira à
costa da
Louisiana, onde
o petróleo já
invadiu alguns
delicados
manguezais e
interditou
importantes
zonas
pesqueiras.
Moradores se
queixaram com
estridência da
demora das
autoridades
federais em agir
e da pouca
assistência
oferecida. A
Casa Branca nega
veementemente as
duas acusações,
assegurando ter
montado a maior
operação de
resposta da
história.
"Vocês não serão
abandonados.
Vocês não serão
deixados para
trás. Estamos ao
seu lado, e
vamos ver isso
passar", disse
Obama em
declarações
transmitidas
pela TV, após se
reunir com
autoridades
locais e
estaduais e
inspecionar os
danos causados
pelo petróleo no
litoral.
"Eu sou o
presidente, e a
responsabilidade
vem até mim."
O
executivo-chefe
da BP, Tony
Hayward, disse à
Reuters que a
tentativa de
"sufocar" o
vazamento com
lama está
progredindo, mas
que seu sucesso
só poderá ser
avaliado após
mais 48 horas de
trabalho.
"Já o
derrubamos, mas
ainda não
pudemos colocar
uma bala na
cabeça", disse
Hayward.
O vazamento no
poço de petróleo
começou em 20 de
abril quando uma
plataforma de
exploração
marítima no
local explodiu e
naufragou,
deixando 11
mortos. Milhões
de litros de
petróleo
jorraram no
Golfo do México
desde então.
Hayward manteve
em 60 a 70 por
cento as suas
estimativas
sobre as chances
de sucesso da
operação, e
informou que a
BP agora está
colocando
materiais
sólidos, como
tiras de
borracha e bolas
de golfe, para
tentar "entupir"
o poço. A lama
jogada desde
quarta-feira não
conteve o
vazamento, mas
em alguns
momentos reduziu
o fluxo.
Se a tática
chamada de "top
kill" não
funcionar, a BP
deve tentar
novamente
desviar o
petróleo para
canos até a
superfície,
enquanto cava
poços auxiliares
que permitam
consertar o poço
danificado.
Obama disse que
cientistas do
governo também
estão avaliando
as opções.
"Não haverá
balas de prata
ou um monte de
respostas
perfeitas para
alguns dos
desafios que
enfrentamos",
disse ele. "Esta
é uma catástrofe
produzida pelo
homem que ainda
está evoluindo."
As pesquisas
mostram que
muitos
norte-americanos
estão
descontentes com
a forma como o
governo geriu a
crise. Essa foi
a segunda viagem
de Obama à
região desde o
acidente.
(Reportagem
adicional de Ed
Stoddard, em
Venice; de Tom
Bergin e Kristen
Hays, em
Houston; de
Jeremy Pelofsky,
Matt Spetalnick,
Alister Bull e
Caren Bohan, em
Washington; e de
Pascal Fletcher
e Jane Sutton,
em Miami)
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