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Friday, 18/02/11 14:58:38 Atualizada em:Friday, 18/02/11 14:58:38

Partido governista do Japão escolhe Kan como premiê do país
"Com todos vocês, eu gostaria primeiro de compilar políticas ou planos firmes para reconstruir o Japão... antes da eleição para a câmara alta", disse Kan no discurso em que aceitou a indicação.

Da Rede Almeidense, com agências

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TÓQUIO (Reuters) - O ministro das Finanças do Japão, Naoto Kan, um conservador fiscal com a imagem de desafiador do status quo, foi eleito para ser o próximo primeiro-ministro do Japão nesta sexta-feira, num momento em que o partido governista tenta melhorar suas chances antes de uma eleição nacional.

Kan, de 63 anos, se tornará o quinto primeiro-ministro do Japão em três anos, assumindo um país que luta contra um enorme déficit público, para promover o crescimento numa sociedade que está envelhecendo e para lidar com os laços de segurança com os Estados Unidos e com uma China em crescimento.

O Partido Democrata do Japão (DPJ, na sigla em inglês) escolheu Kan por esmagadora maioria para ser o sucessor do impopular primeiro-ministro Yukio Hatoyama, que deixa o cargo na semana que vem, antes de uma eleição para a câmara alta do Parlamento em julho que o bloco governista precisa vencer para evitar que a oposição trave suas iniciativas legislativas.

"Com todos vocês, eu gostaria primeiro de compilar políticas ou planos firmes para reconstruir o Japão... antes da eleição para a câmara alta", disse Kan no discurso em que aceitou a indicação.

A chegada de Kan ao poder pode significar a promoção de medidas mais arrojadas para conter a dívida pública que já é duas vezes maior que a economia, embora ele tenha de enfrentar a oposição de muitos dentro de seu partido antes da eleição.

Com a popularidade em frangalhos, Hatoyama renunciou na quarta-feira somente oito meses depois de assumir o cargo com a promessa de reduzir o desperdício, tirar o controle da política das mãos dos burocratas e dar dinheiro aos consumidores para estimular a demanda doméstica.

A saída abrupta dele gerou preocupações nos investidores de que o governo decida atrasar os esforços para reduzir a dívida pública e impulsionar o crescimento.

(Reportagem adicional de Yoko Kubota)

 

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