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BRASÍLIA
(Reuters) - Em
seu
pronunciamento
para o Dia da
Independência, a
ser comemorada
na
segunda-feira,
Lula explicou,
de forma
didática, as
principais
alterações e os
motivos do
governo para
mudar as regras
do setor.
"Este é o 7 de
setembro do
Brasil festejar
o futuro. De
celebrar uma
nova
independência",
destacou o
presidente em
discurso
veiculado em
cadeia nacional
de rádio e
televisão,
pedindo a
participação de
perto do povo no
debate sobre o
tema.
O presidente
citou, por
exemplo, que
depois de
aprovadas as
novas regras
pelo Congresso,
será criado um
fundo para a
aplicação do
dinheiro obtido
com a exploração
das novas
reservas.
"Ela (proposta
do Executivo)
impede que
qualquer
governante gaste
de forma
irresponsável
estes recursos.
E mais: obriga
que este
dinheiro seja
aplicado em
educação,
ciência e
tecnologia,
cultura, defesa
do meio ambiente
e combate à
pobreza",
afirmou.
Segundo Lula, a
proposta do
governo garante
que a maior
parte da riqueza
fique nas mãos
do país. Por
isso, disse, o
governo optou
por substituir o
modelo de
concessão pelo
de partilha e
escalar a
Petrobras para
operar em toda a
área.
"Temos dentro de
casa uma das
maiores,
melhores e mais
respeitadas
empresas de
petróleo do
mundo. Assim
saberemos tudo
sobre as
reservas,
aperfeiçoaremos
nossa tecnologia
e faremos da
Petrobras uma
empresa ainda
mais forte",
afirmou.
Argumentando que
o Brasil precisa
ser um país
exportador de
mercadorias de
maior valor
agregado, como
gasolina, diesel
e produtos
petroquímicos,
Lula explicou
porque o governo
quer alterar as
regras do setor.
Para ele, o país
só se
desenvolverá se
a riqueza do
pré-sal for bem
aproveitada.
"Quando mal
explorada, ela
traz conflitos,
desperdícios,
agressão ao meio
ambiente,
desorganização
da economia e
privilégios para
uns poucos.
Assim, alguns
países pobres,
ricos em
petróleo, não
conseguiram
jamais sair da
miséria",
sublinhou.
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