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Para Dilma, PSDB tem trajetória de vazamentos e grampos
Durante os 20 minutos de conversa, a candidata, que
segundo pesquisas recentes venceria a eleição no primeiro turno, voltou a
negar que já esteja discutindo cargos em um eventual governo, caso seja
eleita.
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Da Rede
Almeidense, com agências

(Reportagem de Fernando Cassaro) |
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SÃO PAULO (Reuters) - A candidata à Presidência da
República pelo PT, Dilma Rousseff, afirmou na segunda-feira que o PSDB,
partido de José Serra --seu principal adversário na corrida
presidencial--, "tem uma trajetória de vazamentos e grampos".
"O partido do candidato, meu adversário, tem uma trajetória de
vazamentos e grampos absolutamente expressiva", disse Dilma em
entrevista veiculada na madrugada desta terça-feira pelo Jornal da
Globo.
"Por exemplo: vazamento das dívidas dos deputados federais com o Banco
do Brasil nas vésperas da votação da emenda da reeleição. Os grampos que
existiram no BNDES e, também, os grampos feitos junto ao próprio
gabinete do secretário da Presidência da República."
Desde a semana passada, Serra tem dado declarações responsabilizando
Dilma e o PT pelo vazamento de dados fiscais de quatro membros do PSDB.
"Não vejo nenhuma justificativa para as acusações a não ser interesse
eleitoral", completou Dilma.
Durante os 20 minutos de conversa, a candidata, que segundo pesquisas
recentes venceria a eleição no primeiro turno, voltou a negar que já
esteja discutindo cargos em um eventual governo, caso seja eleita.
"Eu, em princípio, não discuto nenhum nome para o meu governo. É uma
questão de princípio. Por quê? Porque eu tenho sido acusada de estar
querendo ganhar a eleição antes da hora e de que eu quero sentar na
cadeira antes", afirmou.
"NÃO ESTAMOS NA FASE DO AJUSTE FISCAL"
A candidata voltou a afirmar ser contra um ajuste fiscal. "Defender
ajuste fiscal como foi praticado no Brasil é um crime. Hoje, nós estamos
na fase do investimento, do planejamento, do controle e da fiscalização
do gasto público. Não estamos na fase do ajuste fiscal", afirmou.
Ela aproveitou a entrevista para explicar o que enxerga por ajuste
fiscal. "Ajuste fiscal é regime de caixa: caracteriza-se pelo fato de,
na despesa, você sai cortando aumento de salário mínimo, aumento de
salário. Você sai cortando qualquer despesa passível de corte. Ou seja:
aquelas que não estão vinculadas. Investimento e saneamento nem pensar",
explicou.
"Como é regime de caixa, tem o lado da receita que todo mundo esquece.
Sabe o que você faz: você aumenta o imposto e senta no caixa... O Brasil
não precisa passar por isso de novo. Sabe por quê? Primeiro, a inflação
está sob controle, nós estamos com 260 bilhões de dólares de reserva e a
relação dívida líquida/PIB está caindo inquestionavelmente. Está em 41
por cento", completou a candidata petista.
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