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A cidade foi fundada em 1549 por Tomé de
Sousa para ser a sede do governo
português no Brasil. Sua construção se
deu inicialmente em cima de uma escarpa,
de forma que ficasse protegida de
ataques inimigos, e o primeiro traçado
das ruas da cidade é creditado ao
arquiteto português Luís Dias.
Depois, a cidade se expandiu em direção
ao mar, ocupando uma extreita faixa
costeira. Nascia aí a divisão de
Salvador em cidades Baixa e Alta. A
ligação entre essas duas cidades sempre
foi complicada. Com o tempo, foram
abertas ladeiras e caminhos, construídos
guindastes e, em 1872, construído um dos
principais cartões-postais da cidade, o
Elevador Lacerda, hoje totalmente
integrado à paisagem e ao cotidiano do
povo soteropolitano.

O Centro Histórico abrange áreas dos
bairros do Pelourinho, da Sé e do Pilar.
A via principal de acesso é a
tradicional Rua Chile, que inicia na
Praça Castro Alves e termina na Praça da
Sé.
Entre 1938 e 1945 o IPHAN promoveu o
tombamento de vários monumentos
isolados, o que não foi suficiente para
impedir a degradação do centro. Isso se
acentuou principalmente depois de 1960.
Somente em 1984 o IPHAN promoveu o
tombamento de uma área extensa, de 80
hectares, necessária para que a Unesco
declarasse esse sítio Patrimônio
Mundial, em 1985. Em 1991 começou um
projeto de restauração do centro
histórico, sobretudo do Pelourinho,
visando a sua revitalização e
reestruturação urbana, degradada pela
modernização e pela transferência de
atividades econômicas para outras áreas
da cidade. Hoje, o Centro Histórico é um
importante ponto turístico em Salvador.
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