LONDRES (Reuters) - A companhia de mineração
ENRC, do Cazaquistão, desembolsou 304 milhões de dólares para assumir o controle
de alguns ativos de minério de ferro no Brasil, expandindo sua base na América
do Sul após uma recente aquisição.
O negócio anunciado nesta terça-feira, em conjunto com as expansões já
previstas, possuem o potencial de elevar a produção de minério de ferro do grupo
para 71 milhões de toneladas por ano, sendo que dois terços desse volume viriam
do Brasil.
No mês passado, a empresa anunciou a aquisição do restante do projeto BML no
Brasil por 670 milhões de dólares, e obteve uma opção para comprar um projeto
contíguo por mais 150 milhões de dólares.
"Juntas, estas aquisições mostram o foco da companhia no aumento do valor da
unidade de minério de ferro e nosso comprometimento com a atuação no Brasil",
afirmou o presidente executivo da ENRC, Felix Vulis.
Na operação anunciada nesta terça-feira, a companhia adquiriu 100 por cento da
Mineração Minas Bahia SA (MIBA) e 51 por cento da Mineração Peixe Bravo SA.
A ENRC comprou os ativos junto a várias entidades, incluindo a família Couri e a
Steel do Brasil Participações SA.
A MIBA possui direitos minerais sobre o projeto Jibóia, em Minas Gerais,
distante cerca de 150 quilômetros da ferrovia Leste-Oeste, que está em
construção.
"Como vários projetos de minério de ferro no mundo, esse possuía desafios
logísticos. Mas a ferrovia vai abrir a oportunidade de desenvolver essa
reserva", afirmou Jim Cochrane, diretor comercial da ENRC, em uma
teleconferência.
Jibóia possui um potencial de 2,86 bilhões de toneladas, com um conteúdo de
ferro médio de 25,9 por cento. A empresa estima um gasto de 2,6 bilhões de
dólares para desenvolver o projeto. A construção de Jibóia está prevista para
2013,com a conclusão projetada para 3 anos depois.
Serão investidos 2,6 bilhões de dólares e a expectativa é de que a produção
atinja 25 milhões de toneladas por ano entre 2016/2017.