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Trem-bala pode ficar pronto após
Olimpíadas de 2016
"Estamos
dando prazo de seis anos como
tolerância... Nós nos empenharíamos
(para ter o trem funcionando para as
Olimpíadas de 2016)", disse a
jornalistas o diretor-geral da ANTT,
Bernardo Figueiredo, nesta terça-feira.
Da Rede Almeidense, com
agências

(Reportagem de Harro ten Wolde) |
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O ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio Passos
(à esquerda), conversa com o
presidente Luiz Inácio Lula da
Silva durante a cerimônia de
lançamento do leilão do trem de
alta velocidade entre as cidades
do Rio de Janeiro, São Paulo e
Campinas, que foi marcado para
16 de dezembro, em Brasília,
nesta terça-feira. 13/07/2010
BRASÍLIA (Reuters) - O governo
marcou o leilão do trem de alta
velocidade entre as cidades do Rio
de Janeiro, São Paulo e Campinas
para 16 de dezembro, com
investimentos previstos da ordem de
33 bilhões de reais. O cronograma
indica prazo máximo para conclusão
da obra em 2017, após as Olimpíadas
de 2016 no Rio.
Mesmo num cenário mais otimista da
Agência Nacional de Transportes
Terrestres (ANTT), de término da
obra em entre quatro e cinco anos, o
trem-bala poderia não estar em
operação sequer para a Copa do Mundo
de 2014 no Brasil.
"Estamos dando prazo de seis anos
como tolerância... Nós nos
empenharíamos (para ter o trem
funcionando para as Olimpíadas de
2016)", disse a jornalistas o
diretor-geral da ANTT, Bernardo
Figueiredo, nesta terça-feira.
Em cerimônia pela manhã de
lançamento do edital do trem-bala, o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva
disse acreditar que a obra deve
estar concluída em 2016, a tempo dos
Jogos Olímpicos.
No evento, Lula usou palavras duras
contra aqueles que criticam o Brasil
por não estar com a infraestrutura
completa para as Olimpíadas e para a
Copa do Mundo que o país vai sediar.
"Terminou uma Copa do Mundo na
África do Sul agora e já começam
aqueles a dizer: 'Cadê os aeroportos
brasileiros? Cadê os estádios
brasileiros? Cadê os corredores de
trem brasileiros? Cadê os metrôs
brasileiros?', como se nós fôssemos
um bando de idiotas que não
soubéssemos fazer as coisas e não
soubéssemos definir as nossas
prioridades."
DINHEIRO DO BNDES
O Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES)
financiará até 60 por cento do valor
total do trem-bala, ou 19,9 bilhões
de reais. Além disso, será criada
uma estatal vinculada ao Ministério
dos Transportes que terá
participação minoritária na
concessionária do projeto.
De acordo com o ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio Passos,
investidores estrangeiros que já
manifestaram interesse no negócio
são da Coreia, Japão, China,
Alemanha, França, Espanha.
A estatal Empresa de Transporte
Ferroviário de Alta Velocidade (Etav),
tema de projeto de lei que será
enviado ao Congresso, será
responsável por supervisionar a
execução de obras de infraestrutura
e a implantação do sistema
ferroviário, além de promover a
desapropriação de terras e de bens
necessários para a obra. Outras
atribuições da Etav serão maximizar
o conteúdo nacional no projeto e
capacitar mão-de-obra.
A Etav vai, ainda, subscrever ações
no montante de até 3,4 bilhões de
reais da concessionária, sendo 1,135
bilhão de reais em dinheiro e 2,265
bilhões de reais por meio de moeda
ou ativos decorrentes das
desapropriações de terras.
O edital para a licitação do
trem-bala e os anexos estarão
disponíveis a partir de 14 de julho
no site da ANTT. Os envelopes com as
propostas deverão ser entregues em
29 de novembro. O leilão marcado
para 16 de dezembro ocorrerá na BM&FBovespa,
em São Paulo, às 11h.
O edital estabelece valor de 0,49
real por quilômetro como tarifa
máxima. Vence a empresa ou consórcio
que se dispuser a cobrar menos.
"As passagens são compatíveis com os
valores que mostram os estudos de
mercado. Usuário está disposto a
pagar por um serviço de alta
qualidade", disse o ministro dos
Transportes.
Caso haja empate entre os valores de
tarifa-teto ofertados na licitação,
será considerada vencedora a
proponente que comprovar na fase de
pré-qualificação técnica maior tempo
de operação comercial de sistema de
trem de alta velocidade.
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