terça-feira, 30/08/11 16:04:24 atualizada em
terça-feira, 30/08/11 16:04:24
Descoberta sobre grafeno pode criar Internet ultrarrápida
Essa disposição
permitiu que o desempenho de absorção de luz do grafeno
melhorasse em 20 vezes, sem sacrifício de velocidade, a
equipe afirmou no estudo. A eficiência pode ser ainda
mais melhorada no futuro, afirmaram.
Da Rede Almeidense | Com agências internacionais
Reuters
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O grafeno é um material encontrado na
grafite e em outros compostos de carbono.
Bastante abundante e de estrutura
significativamente estável e resistente
LONDRES, 30 de agosto
(Reuters) - Cientistas britânicos desenvolveram uma maneira de
usar o grafeno, o material mais fino do mundo, para capturar e
converter mais luz do que era possível anteriormente, o que abre
caminho a avanços na Internet de alta velocidade e outras formas
ópticas de comunicação.
Em um estudo publicado pela revista Nature Communication, a
equipe, que inclui Andre Geim e Kostya Novoselov, cientistas
premiados com o Nobel no ano passado, descobriu que, ao combinar
grafeno e nanoestruturas metálicas, o volume de luz que o
grafeno é capaz de absorver e converter em energia elétrica
aumentava em 20 vezes.
O grafeno é uma forma de carbono com espessura de apenas um
átomo, e ainda assim 100 vezes mais forte que o aço.
"Muitas das maiores companhias de eletrônica estão considerando
o grafeno para sua próxima geração de aparelhos. Esse trabalho
reforça as chances do grafeno ainda mais", disse Novoselov,
cientista russo que, com Geim, conquistou em 2010 o Nobel de
Física por suas pesquisas sobre o grafeno.
Trabalhos anteriores tinham demonstrado que é possível gerar
energia elétrica ao instalar duas estruturas metálicas de
entrelaçamento fino sobre uma base de grafeno, e fazer com que
todo o aparato receba luz, convertendo-o na prática em uma
célula solar simples.
Os pesquisadores explicaram que, devido à mobilidade e
velocidade especialmente elevada dos elétrons no grafeno, essas
células produzidas com o material podem atingir velocidades
incrivelmente rápidas, dezenas ou potencialmente centenas de
vezes mais rápidas que as oferecidas pelos cabos de Internet
mais velozes hoje em uso.
O principal obstáculo a aplicações práticas até o momento vinha
sendo a baixa eficiência das células, segundo os pesquisadores.
O problema é que o grafeno absorve pouca luz -apenas cerca de
três por cento; o restante passa pelo material sem contribuir
para a geração de energia.
Em uma colaboração entre as universidades de Manchester e
Cambridge, a equipe de Novoselov constatou que o problema
poderia ser resolvido por uma combinação entre grafeno e as
minúsculas estruturas metálicas conhecidas como nanoestruturas
plasmônicas, dispostas em padrão especial por sobre o grafeno.
Essa disposição permitiu que o desempenho de absorção de luz do
grafeno melhorasse em 20 vezes, sem sacrifício de velocidade, a
equipe afirmou no estudo. A eficiência pode ser ainda mais
melhorada no futuro, afirmaram.