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Friday, 11/02/11 13:12:25 atualizada em Friday, 11/02/11 13:12:25

Governo e centrais não chegam a acordo sobre mínimo

"Esses valores impactam as contas do governo num momento de esforço fiscal que é importante para todos", disse Mantega a jornalistas após reunião com seis centrais sindicais.

 

Da Rede Almeidense | Com agências

Reuters

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SÃO PAULO (Reuters) - Governo e trabalhadores não chegaram a um acordo para o valor do salário mínimo deste ano em nova reunião nesta sexta-feira. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou a proposta de um mínimo de 545 reais, enquanto as centrais sindicais insistem em um reajuste acima da inflação.

O argumento principal do governo da presidente Dilma Rousseff é o impacto de um aumento maior do mínimo nas contas públicas em uma época de estudo de um corte de gastos do Orçamento da União.

"Esses valores impactam as contas do governo num momento de esforço fiscal que é importante para todos", disse Mantega a jornalistas após reunião com seis centrais sindicais.

As centrais sindicais pedem um valor de 580 reais para o salário mínimo, mas já aceitam negociar esta demanda, desde que haja algum aumento real.

"Lamentavelmente, nós não tivemos acordo", disse o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), após a reunião, a segunda do governo Dilma Rousseff sobre o assunto.

Ele classificou o encontro como "frustrante" e reclamou que aumentar o salário mínimo não é gasto, e sim investimento, rebatendo argumento de Mantega.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva, afirmou que "ninguém quer a volta da inflação", mas que "nós não estamos tendo uma inflação de demanda. Nós estamos vivendo uma inflação fruto da tentativa de especulação de alimento, de commodities".

Segundo Mantega, a proposta do governo é manter o acordo para reajuste do mínimo, realizado em 2006, que leva em conta a inflação do ano anterior e o crescimento da economia visto dois anos antes.

O governo já admite enviar ao Congresso o valor de 545 reais mesmo sem acordo com as centrais, segundo o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, presente ao encontro. Haverá uma próxima reunião ainda sem data.

(Reportagem de Carmen Munari e Silvio Cascione)

 

 

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