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Friday, 11/02/11 13:12:20 atualizada em Friday, 11/02/11 13:12:20

Mantega: corte de Orçamento deve sair em fevereiro

Mantega também comentou o swap cambial reverso, anunciado pelo Banco Central em mais um passo para tentar conter a valorização do real.

 

Da Rede Almeidense | Com agências


(Hugo Bachega)

Texto

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"Vamos levar à presidente uma proposta no início de fevereiro", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega sobre o projeto de corte no Orçamento. 24/11/2010

REUTERS/Ricardo Moraes

 

 

 

 

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira que o governo ainda não determinou um número para o corte do Orçamento, que deve ser apresentado à presidente Dilma Rousseff apenas no início de fevereiro.

"Não existe número. A Fazenda não tem proposta", afirmou ele a jornalistas, negando uma notícia da Folha de S. Paulo de que o ministério teria sugerido a Dilma um bloqueio superior a 40 bilhões de reais, podendo chegar a 50 bilhões.

"A gente vai discutir cada projeto... e vamos levar à presidente uma proposta no início de fevereiro... O trabalho vai demorar umas duas, três semanas."

Desde sua definição, a equipe econômica do novo governo adotou um discurso claro de redução dos gastos, mas o mercado continua cauteloso sobre o tema enquanto números concretos não são anunciados. Os cortes são vistos como instrumento importante em meio à pressão inflacionária e esperada alta de juros, o que pode valorizar ainda mais o real.

"Hoje vamos estabelecer os critérios para que cada ministério faça um trabalho junto com o Planejamento e a Fazenda... (ver) quanto é possível reduzir em cada ministério", disse Mantega referindo-se à primeira reunião ministerial da presidente Dilma Rousseff, marcada para esta tarde.

"Planejamos uma redução sensível dos gastos. Vamos olhar se tem gordura em algum lugar, algo que possa ser reduzido... Sempre é possível aumentar a eficiência, fazer mais com menos gastos."

Mantega também comentou o swap cambial reverso, anunciado pelo Banco Central em mais um passo para tentar conter a valorização do real.

"É mais uma orientação de que nesse momento é necessário uma intervenção maior no mercado de derivativos, no mercado futuro. O BC voltou a fazer uma intervenção clássica."

"Quando você entra com swap reverso... neutraliza a venda e impede que haja uma valorização do real."

É a segunda medida adotada neste ano para tentar conter a alta da moeda. Na semana passada, o BC anunciou a imposição de depósito compulsório sobre o valor da posição de câmbio vendida dos bancos . Analistas, no entanto, disseram que a medida teria pouco impacto sobre o mercado.

(Reportagem de Hugo Bachega)


 

 

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