EUA ordenam que Twitter ofereça dados do WikiLeaks e apoiadores
"O
Wikileaks condena veementemente esse assédio dos indivíduos pelo governo dos
Estados Unidos" disse o advogado de Assange, Mark Stephens, em comunicado
divulgado em Londres.
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Da Rede Almeidense | Com agências

Edição: Edmundo Nascimento
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O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, dá entrevista nesta sexta-feira (17) em
Suffolk, em frente à casa em que está hospedado. (Foto: Reuters)
WASHINGTON (Reuters) - Um tribunal dos
Estados Unidos ordenou que o Twitter disponibilize detalhes das contas do
WikiLeaks e de vários apoiadores como parte de uma investigação criminal
sobre a divulgação de centenas de milhares de documentos confidenciais.
A intimação obtida pelo Departamento de Justiça dos EUA --datada de 14 de
dezembro e publicada pela revista online Salon.com na sexta-feira-- disse
que os registros procurados no site de microblogs são "relevantes para uma
investigação criminal em curso".
O tribunal ordenou que o Twitter dê informações sobre a conta do fundador do
WikiLeaks, Julian Assange, e de Bradley Manning, analista de inteligência do
Exército norte-americano suspeito de vazar documentos do Pentágono levados a
público pelo WikiLeaks no ano passado.
As informações pretendidas pelo governo incluem todos os registros de
conexão e tempo da sessão, os endereços de IP usados para acessar o Twitter,
e-mails e endereços residenciais, além de registros de faturas e detalhes de
contas bancárias e cartões de crédito.
A intimação incluía as contas de apoiadores do WikiLeaks Jacob Appelbaum,
Rop Gonggrijp e Birgitta Jonsdottir, um voluntário do WikiLeaks e ex-membro
do Parlamento da Islândia.
"O Wikileaks condena veementemente esse assédio dos indivíduos pelo governo
dos Estados Unidos" disse o advogado de Assange, Mark Stephens, em
comunicado divulgado em Londres.
O governo dos EUA está examinando se as acusações criminais podem ser
impostas contra Assange por ajudar a levar a público centenas de milhares de
informações confidenciais diplomáticas dos EUA que têm envergonhado
Washington e vários de seus aliados.
Stephens disse que três dos quatro indivíduos visados pelo Departamento de
Justiça nunca trabalharam para WikiLeaks e que são cidadãos que o apoiaram
voluntariamente como ativistas ou políticos.
(Reportagem de Anthony Boadle)
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