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ENTREVISTA - Bruno escreve novo capítulo na história Senna
"Acredito que esse será um ótimo e bonito capítulo", disse um animado Bruno à Reuters, em entrevista no circuito de Jerez onde ele fará sua estreia pela Williams, na quinta-feira, nos testes de pré-temporada da F1.
Da Rede Almeidense | Com agências internacionais
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A Williams oferece uma oportunidade para Bruno mostrar que merece estar na F1 por seu próprio talento e não apenas pelo sobrenome e os patrocínios que leva consigo.
Os avós
de Bruno Senna nunca comparecerem a uma corrida do neto e,
enquanto se prepara para um reinicio na Fórmula 1 com a
equipe Williams, ele não espera contar com a presença deles
nos autódromos.
O piloto brasileiro, de 28 anos, diz que sua família o apoia
totalmente em sua carreira, em que tenta seguir os passos de
seu tio tricampeão mundial Ayrton, mas Bruno reconhece que o
sentimento de dor do passado sempre estará presente.
Ayrton, considerado por muito críticos o melhor piloto de
todos os tempos e certamente um dos mais carismáticos,
morreu dentro de um carro da Williams após um acidente no
Grande Prêmio de San Marino em 1994. O Brasil e a Fórmula 1
ficaram de luto com a morte do ídolo.
Ele conquistou seus três títulos pela McLaren, e aquele fim
de semana trágico era apenas o seu terceiro pela Williams,
que era a equipe atual campeã.
"Acredito que esse será um ótimo e bonito capítulo", disse
um animado Bruno à Reuters, em entrevista no circuito de
Jerez onde ele fará sua estreia pela Williams, na
quinta-feira, nos testes de pré-temporada da F1.
"O início da história, para dizer a verdade. Muitas pessoas
me perguntam como minha família se sentia sobre vir para a
Williams e tudo mais. Todo mundo está super feliz. Meu avô
(pai de Ayrton), todo mundo, porque todo mundo trabalhou
muito para que isso acontecesse", acrescentou.
"Eles sabem que a equipe é forte, uma equipe com bom
pedigree... espero que a gente possa voltar ao topo juntos."
A Williams oferece uma oportunidade para Bruno mostrar que
merece estar na F1 por seu próprio talento e não apenas pelo
sobrenome e os patrocínios que leva consigo.
CONDIÇÕES CERTAS
Apesar de ter estreado na Fórmula 1 em 2010 com a pequena
HRT e de ter disputado oito corridas pela Renault no ano
passado, o teste de quinta-feira será o seu primeiro numa
pré-temporada desde que disputou o campeonato da GP2 em
2008.
Ayrton certa vez disse a repórteres "se vocês me acham
rápido, esperem para ver meu sobrinho Bruno", mas o mundo
ainda está esperando isso se concretizar.
"Isso não é pressão", disse Bruno, quando lembrado das
palavras que para sempre vão o perseguir. "Claro que o
Ayrton me considerava muito bom no kart, mas ser rápido não
é tudo que um piloto de verdade precisa."
"Um piloto de corridas precisa ser rápido, ser inteligente,
ter bons relacionamentos e estar no lugar certo na hora
certa. Há vários fatores que podem criar um piloto de
sucesso", afirmou.
"Estamos tentando reunir todos eles, e acho que esse é o
inícios das condições certas para mim."
A morte do tio interrompeu o início de carreira de Bruno, e
ele levou 10 anos para voltar a uma pista. Em muitos
aspectos, ele ainda está correndo atrás.
"Estou por ai (na F1) há dois anos, mas não correndo há dois
anos. Corri oito provas e o restante foi apenas participar",
disse ele.
"As vezes que tive a mesma oportunidade que os outros caras
(de testar), e 2008 é um grande exemplo disso, eu estava lá.
Fui competitivo em todas as provas, tive uma ou duas
corridas ruins, mas todo mundo tem, e briguei pelo
campeonato (da GP2)".
"Esse é o meu objetivo outra vez. Ter as mesmas chances que
os outros caras, sentar no carro e ser competitivo, vencer
os caras com quem estou competindo", disse Bruno, que ocupou
na Williams a vaga do compatriota Rubens Barrichello, que
ficou sem espaço na Fórmula 1.






