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Além dos títulos, a Tijuca foi vice-campeã com Paulo Barros em 2011, 2005 e 2004, quando o carnavalesco ganhou fama por suas criações inovadoras, como o carro do "DNA".
Da Rede Almeidense | Com agências internacionais |
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Carro alegórico da
Unidos da Tijuca, a campeã do Carnaval 2012 do Rio de
Janeiro com uma enredo sobre o cantor e compositor Luiz
Gonzaga. 21/02/2012
REUTERS/Nacho Doce
A fórmula
do carnavalesco Paulo Barros de surpreender o público com
seu desfile-espetáculo conquistou os jurados pela segunda
vez e garantiu nesta quarta-feira o título de campeã do
Carnaval 2012 à Unidos da Tijuca, que prestou uma homenagem
ao cantor e compositor Luiz Gonzaga.
A agremiação do morro do Borel, campeã em 2010 sob comando
de Barros com o enredo "É Segredo!", desbancou o Salgueiro
por 299,9 a 299,7 para ficar com a primeira posição na
apuração das notas. Esse é o terceiro título da história da
escola, que foi campeã também em 1936.
"Acho que fizemos o desfile mais perfeito dos últimos anos",
disse o presidente da escola, Fernando Horta, após o anúncio
do resultado. "A felicidade é muito grande pelo trabalho
realizado. O Luiz Gonzaga fez muito sucesso aqui e merecia
ser lembrado com o título, mas o Paulo Barros também foi
sensacional."
Além dos títulos, a Tijuca foi vice-campeã com Paulo Barros
em 2011, 2005 e 2004, quando o carnavalesco ganhou fama por
suas criações inovadoras, como o carro do "DNA".
Vila Isabel, Beija-Flor, Grande Rio e Portela completaram as
seis primeiras colocadas que voltarão no sábado à Marquês de
Sapucaí para o desfile das campeãs. Porto da Pedra e
Renascer de Jacarepaguá, as duas últimas colocadas, foram
rebaixadas para o grupo de acesso em 2013.
A Unidos da Tijuca, que desfilou na noite de segunda-feira,
decidiu homenagear o popular rei do baião Luiz Gonzaga com
uma viagem pelo Nordeste do autor de "Asa Branca", nascido
no sertão pernambucano e que completaria 100 anos em 2012.
Acostumado a escolher os temas de seus enredos, normalmente
abstratos, o carnavalesco Paulo Barros desta vez teve que
criar o desfile sobre um tema determinado pela escola, mas
encontrou ideias criativas para retratar o mundo de "Gonzagão".
"Eu convenci o Paulo de fazer esse enredo até para tirar um
certo estigma e uma opinião comum de que o Paulo Barros
gostava só de Carnaval hi-tech", disse o presidente da
agremiação.
"Eu conheço o Paulo Barros e sabia que ele era capaz de
fazer qualquer Carnaval. Eu disse para ele: 'depois desse
enredo, você vai ser definitivamente considerado o maior
carnavalesco do Brasil'."
Mais uma vez um dos destaques do desfile da Tijuca foi a
comissão de frente, que homenageou a sanfona, instrumento
inseparável do músico e que ganhou vida no desfile.
A mesma criatividade foi vista nos carros alegóricos. Um
deles, chamado "Do barro se fez a vida", prestou homenagem
ao mestre Vitalino, que retratou a vida no agreste
nordestino em famosas esculturas de cerâmica.
No abre-alas, ilustres desembarcaram num aeroporto para a
cerimônia de coroação do rei do baião. Desciam da alegoria e
passeavam pela avenida, cumprimentando o público. Entre
eles, o rei do futebol, Pelé, a rainha da Inglaterra, o rei
do pop Michael Jackson, Elvis Presley e outros nobres.
A Beija-Flor, campeã no ano passado quando cantou Roberto
Carlos, perdeu um décimo como punição por um problema com a
comissão de frente, que não se apresentou ao setor três como
exigido pelo regulamento. Segundo a escola, houve um
problema técnico com o elemento cenográfico da comissão de
frente.
(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier e Pedro Fonseca)